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Bacurau – o filme – minhas impressões

Ontem fui ver o bem recomendado filme deste mês, BACURAU. E não me arrependi, muito pelo contrário. Curti um monte!

Assista ao trailer

O filme faz vc refletir em muitas coisas. Tem violência, sim, mas apesar de cenas explícitas, não é gratuita; achei tudo bem encaixado no roteiro. Mistura terror, suspense, um pouco de ficção e distopia. A partir daqui, se for ver ainda, não leia, porque vou dar muitos spoilers, contar a estória do filme.

Tudo se passa numa vilazinha remota do Oeste de PE, que seria distrito de Serra Verde, chamada Bacurau. [ Obs.: a locação do filme é em Parelhas, RN, ainda que a estória se refira a Pernambuco. ] Logo de cara, 2 pessoas num caminhão-pipa vão se aproximando dela, naquela paisagem típica de sertão nordestino – secura total. Uma é mulher e vai para o enterro da sua avó, vindo de SP. Passam por uns caixões, um tema que fica recorrente ao longo do roteiro. Assim que ela (Teresa, Barbara Colen) chega em Bacurau, dá de cara com a D.Domingas (Sônia Braga) que é médica na vila. O enterro da sua avó, Carmelita, reúne toda a vila, como é típico em qualquer lugarejo onde todos funcionam como uma família estendida (um clã).

Passado este primeiro ato, segue o segundo, onde se cria o clima de suspense com a chacina de uma família em uma fazenda local; e dois trilheiros de moto que aparecem como se fossem turistas em Bacurau. Esses, na verdade, são infiltrados em um bando de malucos estrangeiros que se instalaram nos arredores com um objetivo cruel e distópico – matar todos naquele local. A ideia é que eles participam de um jogo tipo paintball, só que tudo é de verdade. As armas e os alvos – os locais. São americanos daquele tipo que cultuam armas e assassinatos. Estão ali porque Bacurau seria um lugar FORA DO MAPA onde poderiam praticar seu “esporte favorito” e matar sem serem vistos ou processados.

Estes 2 trilheiros são os únicos brasileiros e que falam português, mas logo dançam, por atirar em 2 motoqueiros. Isto era privativo dos malucos americanos. No meio de uma reunião são questionados porque mataram os de sua “raça”. Eles dizem se considerar “brancos” e os matutos não. Só que os americanos caçoam deles e “apagam” os dois trouxas. E aí já vem a primeira reflexão do filme que eu tive. Esta coisa do brasileiro que tenta se parecer, se vender como americano, mas não percebe que eles não ‘tão nem aí pra nós. Sempre vão se achar superiores, os “brancos de fato”. E nos usam como querem, até o momento que não servimos e pá… “Um tiro na testa”. Mas tem aqueles que insistem em “pagar pau” pros USA.

O filme é muito atualíssimo nesta crítica. E avança por aí. Porque quando os americanos decidem ir pra cima de Bacurau com seu arsenal de armas, acham que vai ser a maior moleza. Só que um dos personagens protagonistas – Acácio “Pacote” (Thomas Aquino) – percebe a cilada que a vila está caindo e chama seus amigos bandidos, tipo cangaceiros, escondidos numa represa abandonada para ajudar a vila a se defender do ataque (neste momento ele ainda não sabe de onde, nem porquê, mas… por aquelas “coisas meio de filme” tem uma forte intuição que tá na hora de reagir na bala). E aí faz vc pensar, de novo. Na hora de se defender, vale tudo (será??). Até fazer aliança com bandidões.

Quando eles estão a velar os dois motoqueiros, amigos do “Pacote”, rola outro clima de suspense com umas criancinhas brincando em um campo escuro. Cada uma aposta quem vai mais longe no mato e a segunda delas acaba por ir e não voltar, morta por um americano (que depois disse nem perceber que ela era um guri). Isto detona a raiva do povo do Bacurau. No dia seguinte eles já estão preparados para a luta, todos escondidos em suas casas, só à espreita dos forasteiros. Ah! sim… Dois deles, resolvem fugir de carro no meio da madrugada da vila e são pegos por um casal de americanos. Há um tipo de drone, com um formato de disco voador (para dar um tom de ficção científica meio pastel ao filme) que persegue os movimentos dos nordestinos. O requinte de crueldade é que o casal depois de metralhar o veículo e vibrar, resolve transar ali mesmo no mato. Demonstrando a frieza que tem este povo que adora armas.

Contudo eles terão um triste fim mas que naquela altura da estória eu mesmo pensei… bastante justo. O macho leva um tiro de bacamarte (arma antiga do cangaço) no meio da cara, que some. Havia um casal num sítio distante que pega eles de surpresa. E a mulher americana é ferida pela senhora do casal, mas acaba morrendo porque a médica (D.Domingas) não chega a salvá-la. Não dá pra saber se ela tentou mesmo, ou a deixou ir.

A batalha final acontece no dia seguinte. Quando o que restava dos americanos armados (acho que eles ainda eram mais ou menos 6) entra na cidade, ficam surpresos por não ter ninguém nas ruas. Eles esperavam já sair atirando como se vê nestes assasinatos de doido que acontecem lá nos EUA, em escolas, shopping etc. Só que não. Percorren casa por casa, cheios de medo. E vão sendo abatidos de tocaia. Em mortes violentas. Detonados de bala, decapitados, rola muito sangue. Literalmente!! Por último, resta só o chefe do bando de gringos. Um que é alemão, mas vive a 47 anos nos States – o ator Udo Kier. E aí outra coisa pra se pensar… Tinha que ser alemão? Ele próprio é chamado de nazista por um dos outros da trupe de gringos.

Ele se posiciona de sniper em um monte em frente a Bacurau, mas não consegue atingir nenhum local a não ser dar um tiro no cachorro. Todos estão dentro das casas, escola e museu. É pego por um dos marginais amigos de Pacote e trazido, quando chega o Prefeito de Serra Verde, surpreso com o massacre que tá acontecendo por ali. E logo se estabelece a relação entre os dois. O chefe do executivo local que fez tramóia com o americano, entregando o povo da cidade para servir de caça humana em troca de….de… GRANA! MONEY! Bom, nem precisa ir mais adiante para fazer uma associação com o que atual ou futuramente possa acontecer na toada que estamos indo.

O fim dos dois é trágico. O prefeito segue no lombo de um jumento amarrado e de olhos vendados em direção à caatinga – que como todos sabemos, tá cheia de espinhos de mandacaru. Que morte lenta ele deve ter tido, heheheh!… E o gringo líder, acaba enterrado vivo numa antiga cela que havia ali em Bacurau, que eu achei ser do tempo do cangaço. Só que suas últimas palavras antes de fecharem a urna é tipo “vai ter volta, vai ter troco”.

O filme começa bem assim – “Daqui a alguns anos”. Ou seja, ele projeta uma realidade possível em um futuro não tão distante, caso não se dê um direcionamento diferente em relação a retrocessos ou avanços para os quais a sociedade não esteja preparada. Em uma cena bem rapidinha aparece assim numa transmissão de TV – “Em São Paulo, Vale do Anhangabaú, a multidão se aglutina para assistir a mais uma sessão de execuções públicas”. Neste ponto, eu vejo alguma similaridade de Bacurau com a série inglesa “Black Mirror“. A qual apresenta temas distópicos em relação ao uso da tecnologia que temos hoje e “poderia” avançar em breve para um uso completamente descontrolado e perturbador. Recomendo assisti-la (Netflix).

No geral, eu achei uma produção bem-feita para os padrões nacionais. Uma crítica bem perspicaz e reflexiva. Saiu um tanto do lugar-comum dos filmes clichês, ainda que não tenha escapado de outros (“o bem contra o mal”, o “nós contra eles”). Mesmo porque, convenhamos, nada mais atual que isto, né? A velha luta de classes. Vem lá da Antiguidade.

 


Vou deixar 2 críticas aqui embaixo, pra quem tiver curiosidade de ler outras opiniões sobre Bacurau.

 

September 19, 2019 Posted by | Life in general | , , | Leave a comment

Audiência pública – plano cicloviário da cidade de SP

Hoje, às 19h, fui participar da audiência pública na Câmara de Vereadores da cidade para a discussão do PLANO CICLOVIÁRIO DE SÃO PAULO.

Ainda bem que a notícia foi reforçada em diversas mídias da imprensa maior como esta matéria aqui no portal G1 – Audiência pública discute novo plano cicloviário na cidade de SP.

Ou seja, a força do movimento cicloativista está pressionando positivamente a todos. Foi inclusive veiculado (não vi concretamente nenhum dos casos…) que várias ciclofaixas (11 segundo a reportagem acima) tiveram suas faixas vermelhas repintadas e diminuíram a segurança dos amigos ciclistas.

Bom, vou relatar aqui um “resumão” das minhas impressões sobre este evento de agora à noite.

  • A audiência teve a galeria do plenário (no 2.andar, prédio anexo) praticamente lotada. Vários integrantes de diversos movimentos cicloativistas de toda a cidade compareceram e mesmo outros ciclistas diários superinteressados na causa (eu sou do BikeAnjo, por exemplo, ainda que pouco atuante…).
  • No início, houve uma exposição de cerca de 10 minutos por parte da líder do projeto pelo governo, a arquiteta e urbanista Elisabete França (linkedIn) e de uma representante do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito – CMTT -, Sra. Fernanda Bardelli. Segundo esta última, já se passaram cerca de 10 audiências públicas por regiões (subprefeituras) da cidade, com discussão aprofundada e sugestões colhidas entre a comunidade de ciclistas para a elaboração do plano cicloviário.
    • Um power point bacana, muito bem elaborado, em que se “promete” (?!) tirar do papel mais 170 quilômetros de piso para bicicletas (ciclovias/ciclofaixas/ciclorrotas etc.) e investir cerca de 320 milhões de reais. Disse também que um outro eixo importante do plano é “requalificar” 310km (dos atuais pouco mais de 500km) espalhados pela metrópole. Por esta requalificação entenda-se, remodelar o traçado, consertar o piso, o meio-fio, a sinalização…
    • Mas nestas exposições também foi apresentado um dado preocupante – o aumento do número de mortes de ciclistas em relação ao ano passado em mais de 80%. O total de mortes no ano passado foi de 19, enquanto só nos primeiros 7 meses de 2019, 25 já perderam a sua vida brutalmente para o trânsito. Só que não vi nenhum estudo por parte do poder público tentando explicar a elevação desta estatística. Seria o aumento do número de ciclistas na cidade? O dado absoluto pode não indicar o que de fato houve. Seria a redução da segurança para os ciclistas (aumento da velocidade, degradação das ciclovias…?)

https://participe.gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/plano-cicloviario

http://www.cetsp.com.br/consultas/bicicleta.aspx

  • Depois se seguiram diversas falas representando as entidades que compõem o cicloativismo paulistano ==> Coletivos de bike da ZL, da ZS, Ciclocidade, associação de indústrias/serviços para bicicleta; mas também pessoas menos engajadas em movimentos sociais, mas nem por isso menos importantes, pois são ciclistas ou se relacionam diretamente com a bicicleta, como foi o caso da Sra. Nanci (acho este era o nome dela, me perdoe se confundi agora…) que é uma sinaleira que trabalha(va) na Ciclofaixa de Lazer, lá na Pça. Panamericana. Fui anotando algumas coisas no celular, outras vou lembrar aqui…
  • Curti muito – como toda a platéia – a representante do CicloCidade, Aline Cavalcante, que disse umas boas verdades aos vereadores. Cobrando mais ações efetivas, tirar o plano do papel (que afinal já tem 3 anos). Pois, vamos “dar o papo reto” – ninguém pelala pelo Power Point!!! E ela também fez uma “denúncia” (gravíssima, mas sem citar nomes) – de que haveria uma “lista paralela” de vereadores que teriam enviado por whatsapp ao prefeito sugestões de remoção de ciclovias. Apenas com propósito de atender a interesses especiais de comerciantes e ou proprietários de residências, escolas, condomínios que têm “ciclovia em frente”. Será verdade?
  • Cada dia a menos sem uma ciclovia, dezenas, às vezes centenas deixam de pegar a sua “magrela” e por na rua. Ajudando a reduzir a emissão de CO2 na atmosfera cada vez mais poluída desta grande cidade. Aumentando a qualidade de vida e a saúde da população. Foi mostrado a correlação direta entre melhor saúde e aqueles que pedalam. Isto impacta na redução de gastos com saúde pública. A racionalização dos meios de transportes também foi um discurso recorrente entre os apresentadores. A bicicleta é uma alternativa interessante principalmente nas distâncias curtas.
  • Um caso bem comentado é o da ciclovia da Faria Lima; já chegou a um pico diário de nove mil ciclistas (na greve dos caminhoneiros, falta de gasolina na cidade). Chegou a dar engarrafamento de bicicletas, rs…rs… Um sonho que eu tenho – o dia que S.Paulo se tornar uma Amsterdam.
  • O cara que falou pelas indústrias lembrou toda a economia que gira direta e indiretamente com a adoção das bicicletas dentro do espaço urbano. É inconteste perceber que os entregadores de bicicleta se multiplicaram de forma acelerada nos últimos anos – a chamada “uberização ciclística”. Mas também que estes nossos amigos ciclistas chegam a trabalhar 9, 10 horas por dia para receber menos de 1 SM e sem qualquer direito trabalhista. É preciso que a Câmara pense em uma legislação que os proteja. Outro dado mencionado é que só no bairro do Bom Retiro são mais de 220 “bicicreteiros” fazendo cerca de 240 mil entregas/mês. Como não se ter ciclofaixas que os proteja? Isto se reflete em qualquer bairro. Outro dia mesmo eu estava indo na direção da Av. Jabaquara e percebi como eu cruzava com estes ciclistas com mochilas “quadradas” nas costas? Será que eles são a causa deste aumento no número de acidentes com bicicleta.
  • Ah! sim… agora lembrei da apresentação sobre a questão do tratamento que vem se dando à segurança no trânsito. Da mudança do paradigma de que antes se convivia com o chamado “número aceitável de mortes/acidentes de trânsito”, quando de fato temos de pensar que nenhuma morte pode ser tolerada. A busca pelo índice zero. Toda vida importa – sem distinção. E de que a redução da velocidade está diretamente ligada a sua probabilidade de sobrevivência. A 30-40km/h você terá 80% de viver. A mais de 80km/h somente 30% sobrevivem. Então… ACELERA AÍ… Será?

  • Este mesmo Sr. falou que há uma fábrica em S.Paulo que chega a fabricar 25 mil quadros de bici por mês e que a economia que uma família chega a fazer por não usar o automóvel como meio de locomoção alcança os R$ 12.800/ano. Assim, injetamos mais dinheiro na economia que outras ideias como retirar da poupança forçada do trabalhador que irá sacar 500 reais por ano de seu FGTS. Investir na mobilidade ciclistica, incentivar o uso da bicicleta alavanca “a roda da microeconomia”.
  • Foi mostrado em outra pesquisa que a maioria dos paulistas quer usar a bicicleta no seu dia a dia, porém “TEM MEDO”. Não é a primeira vez que ouço isso. Os entrantes no transporte ativo por bicicleta só o fazem, na sua grande maioria, quando se sentem seguros. Se uma ciclovia passa “na sua porta” ou muito próximo dela. Quem se arrisca pelas ruas pela primeira vez de bike, tipo “Coração Valente” é minoria. Nas minhas intervenções como BikeAnjo percebi bem isto. Por mais que você dê as dicas, nos trechos em que não há segregação dos motoristas a galera menos experiente não se sente confortável.
  • Como foi dito por outra mulher (aliás… aqui um justo parênteses – as cicloativistas “mandaram muito bem”; suas intervenções foram todas “poderosas” – fica aqui o meu reconhecimento!), uma cidade só caminha para a civilidade se é INCLUSIVA. Se qualquer um pode pedalar “em paz” – seja idosa, esportista, adolescente, homem, mulher, gordo, magro. E até os cadeirantes se beneficiam com as ciclofaixas, em função do péssimo estado de conservação que estão as nossas calçadas (capítulo a parte este! ô lugarzinho pra ter calçada ruim que é São Paulo…).
  • Assim, como ela terminou de comentar. As pessoas estão envelhecendo cada vez mais e aí… o que irão fazer quando passarem dos 60, 70. Vão todas para o uso do carro? Virarem “carrodependentes” como diz o Prof. Paulo Saldiva? Não seria melhor que elas pedalassem, mantivessem em dia o seu ritmo cardíaco sem viver a poder de remédios? Cada qual no seu ritmo, com segurança. Lembro agora de uma imagem no Canadá em que via diversas senhoras chegando ao mercado de bike, num frio danado, sem qualquer constrangimento. Achei esta reflexão bem interessante. Demonstrando que o que estava ali em discussão ia além do movimento dos cicloativistas presentes.
  • Houve também um momento de tensão ou melhor, discórdia. Quando um senhor subiu à tribuna para falar que não concordava com a disposição das ciclovias (ou de algumas delas) feita pelo ex-prefeito Haddad. Que não teriam sido discutidas amplamente em debate público (aí já não sei). Um grupinho teria se fechado e feito o traçado. Ele citou explicitamente o caso de uma no Planalto Paulista – a da Alameda dos Guatás. Particularmente eu a conheço já vim por ela certas vezes. É meio “non-sense”, tem uns subidões que não é pra qualquer um. Enquanto se pode ir pela Av. Jabaquara/Indianópolis sem muito esforço, entretanto, com menos segurança. Bom, só que no tom que ele falou – sem dúvida agressivo, arrogante – foi bastante vaiado e interrompido. Ou seja, a democracia fraquejou naquele instante. Tanto pela assistência como por ele. Todos têm direito ao contraditório, o contraponto de visões, só que com polidez. Foi o ponto negativo da noite. Mas acontece…
  • Dois ciclistas da ZL também subiram para falar com veemência do DESCASO com a malha cicloviária dos bairros da periferia da cidade. Ermelino Matarazo, Sapopemba, Ragueb Chohfi, São Miguel, Tiquatira… segundo eles, “tá tudo largado”. Buracos nas vias, pessoas se acidentam facilmente. Eles dois já foram atropelados e conheciam vários casos próximos. Foram bastante aplaudiso e eu também bati palmas fácil pra eles. As vezes que pedalei por lá sofri bastante. Fui no heroísmo. É buraco que não acaba mais, desviar do trânsito alucinado sem nenhum respeito. Não é pra qualquer um. Ou seja, a Prefeitura precisa parar de só olhar pro eixo Faria Lima, Vila Olímpia, Brooklyn e dar uma atenção especial para a área de maior concentração potencial de ciclistas que se beneficiarão por reduzir o uso do carro ou do transporte urbano, insano de cheio em certos momentos do dia. E chega de enrolação, conectem as ciclovias, façam o que está (só) no planejamento.
  • Bastante questionado à Prefeitura foram mais 3 coisas:
    • A ausência (3 domingos até aqui) da Ciclofaixa de Lazer aos domingos. O prefeito “meio que prometeu” que iria assumir o caso, só que até agora, nada. Quando vai retornar? Toda uma microeconomia gira em torno dela, empregos diretos e indiretos (serviços, bares, lanchonetes…).
    • O fechamento da Ciclovia da Marginal Pinheiros – 6 anos. Não, eu não digitei errado são SEIS anos. Sem qualquer explicação. Ela tá lá prontinha. Asfaltada, demarcada, 20 e poucos km, plana. Ótima para treinos e para levar a galera pros bairros mais extremos da ZS, #sqn. Portões fechados. POR QUÊ?
    • E a última fala foi lembrando a representante pela OAB de que o plano cicloviário está inserido dentro de uma política programática mais ampla que é a Lei Orgânica do Município de São Paulo. E por isto, na opinião dele, é atribuição da Câmara Municipal cobrar do Executivo, fiscalizar junto à Prefeitura as ações concretas para o desenvolvimento da malha cicloviária. Seu cronograma de implantação.
  • A líder pelo governo, Sra. Elisabete França, retomou a palavra e se defendeu dizendo que o Plano Cicloviário será DE FATO cumprido à risca até 2020 com a implantação de suas duas metas principais:
    1. Os 173 km de novas ciclovias;
    2. Os 300 km requalificados.
  • E que iria averiguar e dar resposta para as questões colocadas naquela noite, principalmente, as situações de precariedade ou ausência de ciclovia como os da ZL e da ZS (Marginal Pinheiros), bem como solucionar a volta da Ciclofaixa de Lazer.
    • Então, galera!… é PRA COBRAR da diretora da CET.

Agora, no momento em que estou encerrando este meu post, já no dia seguinte, acabo de ver pelo Google que já foi publicado um artigo no Portal do Magistrado que também faz um resumo (de caráter mais oficial, digamos assim) do que rolou por lá. Vale a pena conferir.

Obs.: desculpem-me por algum erro de redação acima, mas como tá tarde à beça (1 da manhã) vou deixar pra revisar depois com calma. Mas já deixo publicado… depois corrijo.

 

Expansão da rede de ciclovias é debatida em audiência na Câmara

Vou deixar também aqui – LEITURA OBRIGATÓRIA – a proposta em debate do PLANO CICLOVIÁRIO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO.

 

September 17, 2019 Posted by | Bike, Life in general | , , , , , , | Leave a comment

Ciclotreino – Raposo/Barueri/Castelo

Hoje foi o primeiro sábado depois de vários que fez um sol bacana. Daí que aproveitei para dar um giro e manter o ritmo dos pedais. Fui do Centro pra ZO, Raposo Tavares, depois Rodoanel. Saí por Carapicuíba e cheguei a Barueri onde visitei uma amiga de longa data. E fiz a volta pela Castelo Branco. Deu +/- 74km no total e foi bem “de boas”.

Fotos no álbum Google. E os traçados feitos pelo Xiaomi Amazfit Bip (abaixo).

Primeiro trecho: Centro/Raposo Tavares (via Avl. Rebouças e Eliseu de Almeida) – 20k

 

Segundo trecho: Raposo Tavares/Rodoanel/ Carapicuíba/Barueri (21k)

 

Terceiro trecho: Barueri/Centro SP via Castelo Branco e Ernani Marchetti – boa média, pro tipo da bike, quase 23km/h.

August 31, 2019 Posted by | Bike | , , , | Leave a comment

Cicloviagem – Serra da Bocaina

Aproveitando o feriadão paulista de “Nove de Julho” fui fazer uma cicloviagem, desta vez mais curta, mas nem por isto, fácil. Foi até bastante “dura” – passando dos 170km nos 2 dias, porém incluindo uma subida que chegou aos 1.700 de desnível – o topo da Serra da Bocaina.

Já tinha estado uma vez lá, com Ronário, em 2008, só que fazendo trekking. Desta vez encarei a subida dos quase 30km no pedal, isso depois de já ter pedalado uns 70K.

Ou seja, deu uma altimetria, no primeiro dia, bem absurda! 2.364m / 1.362m. Cheguei quase no osso, mas resisti.

Foi uma das subidas mais dificeis que já fiz, pela altimetria e porque comecei depois de 70km de estrada. Quando fiz a Luminosa e a Paraty-Cunha que são pesadíssimas também, fiz logo cedinho, descansado. Esta foi ph*** !

Já no segundo dia, foi mais fácil, porque tinha só mais que descer, porém, com as muitas pedras na estrada, pula bastante e sacrifica o corpo. Sendo que já tinha feito os 100km “pedreira” no dia anterior…

E na segunda parte, depois do bairro Formoso, encarei mais 22km de chão, um caminhozinho bem ruim – haja suspensão!!

Aqui vão as fotos da ida, de Cachoeira Paulista (“Canção Nova”), via Areias e São José do Barreiro, até chegar na Fazenda Pinheirinho.

De pedal efetivo mesmo, 9:45 às 20:10, claro com as paradas pra descanso.

Um segundo álbum Google com as fotos da hospedagem na Fazenda Pinheirinho, um paraíso encravado na Serra da Bocaina, bem próximo à entrada do Parque Nacional e do Pico Tira-Chapéu. Vale a pena passar alguns dias lá se quiser fugir da vida agitada.

E o terceiro álbum Google, contém as fotos da volta, descendo a serra, com vistas incríveis, passando pelo bairro Formoso em São José do Barreiro (tem até uma infra legal ali, para os ciclistas e pedaleiros de plantão) e enveredando pela estrada Resende-Riachuelo, chão batido, até sair na Dutra e chegar no Graal Resende (16:20h). Dali peguei o Cometão, de boa, pra voltar pra São Paulo.

Vou deixar um resumo – abaixo – bem ligeiro das melhores fotos/momentos desta viagem que entrou pra história dos meus pedais! Mitei outra vez. Com a graça de Deus, acima de tudo.

Lugar EXCELENTE pra se pedalar é esta Rodovia dos Tropeiros. Calma, sem caminhões, poucos carros, que respeitam. Vi diversos companheiros ciclistas nela. Vou voltar.

Vista da Serra da Bocaina, quase chegando a São José do Barreiro. Por aí dá para ter uma idéia do “PAREDÃO” que se tem de encarar nesta subida.

Entrada da estrada que leva ao parque – início da subidona de 21km – 1.700m

Pôr do sol, visto da serra. Ao longe a Serra da Mantiqueira.

Cheguei na Fazenda, mesmo, umas 8 e 15. Foram quase 2 horas, só no farol.

Paisagem da Serra da Bocaina, lá na Fazenda Pinheirinho.

Em frente à Casa de Pedra, que fica dentro do terreno da fazenda, preparando para o pedal da volta. Mais un 80km me esperavam…

Vistas deslumbrantes do alto da serra.

Outra visão magnífica. Ao fundo a Serra da Mantiqueira, com o maciço das Agulhas Negras.

Trecho inicial da estrada Resende-Riachuelo

Já na descida e a uns 10km de Resende.

Tem alguns trechos bonitos e arborizados nesta estrada. Gostei de fazê-la.

 

 

July 9, 2019 Posted by | Bike, Trip | , , , , , | 3 Comments

Ciclotreino Noturno 40K

Já em preparativos para outra cicloviagem maior que venha por aí, realizei nesta noite um treino maior saindo do Centro em direção à ZO e depois pela ZS.

Em destaque a subida da PioXI, depois a subida em direção à Av. Jabaquara. Pequena parada pra lanche, depois a descida e a volta rapidão pela Abrão de Moraes e Ricardo Jafet. Teve bom mesmo, média em torno dos 20km/h na bike “velha” de trabalho.

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Parada em frente ao Metrô São Judas, 10:35

July 9, 2019 Posted by | Bike | , , | Leave a comment

Ciclotreino chuvoso até o Rodoanel Oeste

Domingo (2/junho) fiz este treino até o Rodoanel Oeste – Osasco/Capirapicuíba.

Saí até a Paulista, assisti à Missa na São Luís Gonzaga e depois fui. Parei na Decathlon pra ver se tinha algum acessório legal [acabei comprando um paralamazinho daqueles q vc ajusta com a presilha e uma bomba em promoção, 20,00, destas para andar por aí…]

Até ali já tinha sido uns 18km. Depois rodei mais uns 38, debaixo de uma garoa que tinha momentos que apertava. Voltei pela Castelo, um trecho da Marginal e a av. Marquês de São Vicente. Fiz só algumas fotos (álbum Google). 56km no total, pra um domingo na cidade tá bom.

Trecho da Decathlon ao Centro

 

 

June 7, 2019 Posted by | Bike | , , | Leave a comment

Virada Cultural SP 2019

Nesta Virada eu resolvi ser bem seletivo. Fui só no que me interessava mesmo.

Comecei no sábado assistindo à apresentação de Carmina Burana pela Orq. Teatro Municipal da cidade (18h), no Páteo do Colégio.

No intervalo pra atração principal que eu escolhi, vi e ouvi a voz da excelenta cantora Virgínia Rosa, acompanhada do piano de Ogair Júnior.

ESCALANDRUM

Mas o que não poderia perder jamais era o grupo de Jazz argentino – ESCALANDRUM. Que sexteto, que qualidade!!!

Google Photos do sábado 18-maio

No domingo assisti somente o grupo “O TERÇO” no Sesc Santana. O rock das antigas (anos 70) da melhor qualidade. Pena que o som não estivesse lá estas coisas. Mas os artistas deram tudo que podiam e relembraram belas melodias pra um bom público que compareceu.

Google Photos do domingo 19-maio

O TERÇO

 

May 21, 2019 Posted by | Life in general | , , , , , | Leave a comment

Treino Corrida – 4 subidas – Niterói

Treino de corrida na Sexta-Feira santa (19/4/19), também dia de Santo Expedito. Chamo de 4 subidas. São curtas, mas fortes.

Segue o percurso e a altimetria. Sobe a ladeira de São Lourenço, depois a encosta do Boa Vista, desce na Airosa Galvão. Daí sobe a Lopes da Cunha até a igrejinha de Santo Expedito. Desce pela Noronha, entra no Pé Pequeno e, por último, encara a subidona da Gastão. Sai no alto do bairro de Fátima e desce novamente pro Centro. 8km bem treinados.

Traçado no Runtastic => https://www.runtastic.com/en/routes/niteroi-4-subidonas

Aqui algumas fotos q fiz no percurso desta última vez.

Igrejinha de São Lourenço, considerado local da fundação da cidade de Niterói.

Alto da encosta do morro Boa Vista, vendo-se ao fundo a Ponte Rio-Niterói e o Estaleiro Mauá.

Outra vista do morro Boa Vista, pro lado do Fonseca. Fique atento neste local. Perigoso… favelas…

Igrejinha de Santo Expedito (fechada neste dia, pela sexta-feira Santa)

A “PODEROSA” subida da Gastão. Vai sofrer se for subi-la. É inclinadíssima, em torno de uns 15%

Alto do bairro de Fátina, vendo-se ao fundo o Rio de janeiro.

 

April 28, 2019 Posted by | Running | , , , , | Leave a comment

Viagem à Nova Iorque (out/2018)

Retomando os posts das últimas viagens…  (Tô atrasadão!!! Já são 4 pra comentar…) aqui está a visita à NYC.

Dividi em 2 partes:

  1. NYC dias 1 e 2 (28-29/out/2018)
  2. NYC dias 3 e 4 (30-31/out/2018)

E nos álbuns do Google Photos tem muitos, vários comentários para quem quer mais detalhes.

Foram de fato, 4 dias marcantes.

Central Park

Vista do alto do Empire State Building

 

March 24, 2019 Posted by | Life in general, Trip | , , , , , , | Leave a comment

E a magrela voltou!!!

No meio de tanta notícia ruim em 2019, felizmente eu tive uma GRAÇA ALCANÇADA (já, já, eu conto o nome do Santo…) e RECUPEREI a minha Caloi WBT de treino/trabalho. Olha só ela aí embaixo.

Vamos relatar o episódio.

  1. No domingo, um dia após o sumiço da bike eu ‘tava bem arrasado e ainda meio “apalermado” com a bobagem que fiz de deixá-la ali naquele paraciclos, crente que havia alguma segurança, confiando nas câmeras do SESC. Trocando algumas mensagens pelo WhatsApp com meu amigo @BrunoAraujo ele me animou e disse que dava pra eu reaver a bici, que ela estaria por perto, no Centro mesmo. E que depois eu desse uma rodada por lá, olhando alguns cicles, de repente alguém tentaria passá-la adiante… Pra sair daquela minidepressão resolvi dar um treino de corrida e aproveitar para rodar pelo Centro. Meio assim… na louca, só pra não ficar “down” em casa. No circuito eu fui até a Igreja do Santo Expedito e lá parei um pouco, fiquei em silêncio… Depois veio alguma coisa de dentro e rezei/pedi para ele me ajudar. Que se fosse da vontade de Deus ter a bike de volta que ele intercedesse. Nenhuma das outras 2 vezes eu havia pedido com FÉ e confiança de que seria recompensado.Saí aliviado pela promessa.

Santo Expedido – o protetor das causas URGENTES

 

  1. Seguindo mais a frente passei ainda pela igrejinha do Frei Galvão (onde também fica o Museu de Arte Sacra de SP). Mais outra parada para rezar e também agradecer pelo livramento de alguma coisa que poderia ser muito pior. Saí confortado e parti para o final da corrida.No Centro, voltei novamente ao SESC 24 de Maio. Lá conversei primeiro com o atendente da triagem de informações e depois com o Segurança. Contei do ocorrido, mas pouca atenção me deram; senão dizendo que o SESC nada tinha nada a ver com furtos no paraciclos em frente, mas que “todo mundo sabe que se rouba bicicleta direto por ali”. Questionei se não seria o caso de por um cartaz avisando dos riscos iminentes de se estacionar bicicletas naquele local e ou que o segurança também alertasse os ciclistas. Já na saída, voltando para a corrida, vejo uma guarnição motorizada. Peço para conversar por uns instantes, mas recebo de volta quase que a mesma frase de antes: “- Todo mundo sabe que se rouba bicicleta direto por ali”. Pergunto de quem é a responsabilidade? Apenas me dizem, sem tanta convicção: da Prefeitura.Fui voltando pra casa, confortado pela conversa espiritual que tivera, com aqueles que de fato te escutam, apesar de não  se vê-los – apenas senti-los. Porque aqueles que “falam”, têm olhos e ouvidos, não conseguem ao menos passar sensibilidade ou atenção.

São Frei Galvão – primeiro santo brasileiro

 

  1. Na Terça-Feira, três dias após, ela voltou pra mim, como que “por encanto”, outros dirão sorte; eu sei que é graça de Deus. Pois se Ele quer, ninguém é mais forte.Na hora do almoço, meu amigo @BrunoAraujo desvia-se um pouco de seu caminho e resolve dar um giro pela Praça da Sé pra…. “- Quem sabe eu não acho a bike do Serginho…”E não é que ele a vê passar por alguns segundos?! Reconhece logo, porque sempre paramos no mesmo bicicletário do trabalho, muitas vezes a minha ao lado da dele. Tenta me ligar, só que na hora ‘tava com o WhatsApp desinstalado, pois havia deixado o celular pra fazer um conserto. Ele ainda tenta conversar com os policiais militares que se mostraram um tanto insensíveis à questão (disseram que nada poderiam fazer…) Mas ele me procura no trabalho, na mesa e conta a novidade! Ouço atentamente e logo me animo. Parecia que o sinal havia sido dado. Encerrei o que eu estava fazendo, desci e fui decidido para a Sé na certeza de que eu iria dar de cara com ela.

    Na hora, você imagina muita coisa, como fazer quando estiver cara a cara com alguém que levou o que é SEU DE DIREITO. Chegando à Praça da Sé, a primeira idéia que tive foi a de procurar os “guardas” pra já avisar de que eu estava ali para procurar a bicicleta que me haviam furtado, meu amigo havia visto. Apresento o B.O. Mas foi mais ou menos a mesma “estorinha”. A gente não pode fazer nada, se o Sr. a vir, fala com a gente… Bom, entendi que era comigo mesmo. Ou dava meia-volta ou “corria atrás”, como se falava muito há uns tempos… Só que eu senti uma PRESENÇA me ajudando, algo inconsciente.

  2. Dei uma volta na Praça, assistindo aquela mendicância toda, olhando mais detidamente aqueles párias que todos os dias você passa e quase nem percebe que estão por ali.  Cada um poderia ser um potencial responsável pelo furto. Não tive sucesso. Pensei em circundar novamente a praça, só que me veio um pensamento de que eu também passaria a ser observado, pois não é normal um cara mais arrumadinho ficar dando voltas naquele ambiente. Afinal não se está em nenhuma praça européia ou canadense, rs…rs…Assim, decidi aumentar o meu campo de procura, pelos entornos, depois retornaria, num tempo razoável.Ziguezagueei pelo Pátio do Colégio, Rua XV, Rua Direita, Praça do Patriarca, sempre alerta às bicis que surgiam ou passavam longe ou perto. E me chamou a atenção até um cara oferecendo um celular novinho, zerinho-zerinho (devia ser um S8, S9) em plena luz do dia aos transeuntes. Na “cara-dura”… aquilo me chamou a atenção, porque o policial civil da ocorrência havia me dito que costumavam roubar as bicicletas para ficar pegando celular das pessoas, pedalando e depois saindo correndo sem que nem polícia nem o povão viessem atrás. Liguei uma coisa a outra (embora talvez nem tivesse nada a ver com o caso concreto).Bom, segui na minha rota por entre as ruas do Centrão velho até que passei pela São Francisco (a Faculdade de Direito).

    Quando vindo pela Rua Benjamim Constant, com intuito de retornar à Praça da Sé, miro mais adiante uma bike na cor igualzinha a minha – que é característica: marrom, bem incomum. Dou uma leve apressadinha nos passos para ver bem mais perto e percebo por não menos do que dois segundos que É ELA, SIM! Só que entra num prédio, que tem um portão de ferro alto, sem nenhuma viseira. Agora eu já tinha mais da metade do trabalho, digamos “encaminhado”. Tinha visto a minha bike, sabia onde estava exatamente, mas como recuperá-la?

  3. A etapa final foi entrar em contato com a Polícia novamente. Voltei à Praça, na ilusão de que a guarnição “móvel” me ajudaria. Mas apesar de móvel eles não se deslocam dali. Foi-me dito que deveria acionar o 190 pelo telefone, o que fiz de imediato. (Fica aqui a dica, não cometam um erro deste, caso se deparem numa situação semelhante – o que não desejo a ninguém! Não se afastem, liguem pra polícia dali mesmo.) Fui chegando de volta ao local do prédio, anotei o número e passei para o 190.Daí foi esperar…. uma espera que eu suponho ter sido de uns 20 minutos, entretanto para mim pareceu muito mais longa; e tensa. A todo momento olhava para ver se alguém sairia do prédio montando novamente a bike. Só que os Anjos me protegeram pois ninguém saiu com ela, bem como ainda pude estar o tempo todo atrás de uma van grande, de forma que não percebessem que eu estava ali parado e observando. Olhando para o alto do edifício deduzi que se tratava de uma destas ocupações típicas destes “sem teto”.

    Chegando a viatura, fui interrogado pelos policiais, meio que querendo confirmar se o que eu afirmava era verdadeiro e tinha certeza de que a bike estava mesmo ali naquele prédio. Assim que alguém adentrou aquele prédio, pois a todo momento entrava e saía gente daquela “ocupação”, a polícia pediu para chamar um responsável e logo veio um Sr. que dizia ser porteiro dele. Alguns momentos de conversa entre o policial e ele e me chamaram para identificar a bicicleta. Ela estava parada praticamente na entrada do portão, não tive qualquer dificuldade de confirmar. Logo a retiraram para fora e foi apenas questão de confirmar o número de série do quadro com o que havia sido relatado no B.O. Isso foi feito pelos dois policiais acessando o sistema de forma remota dentro da viatura. E só tive ainda uma espera demorada (e desagradável) ali mesmo local, já sentado na bicicleta para que a Polícia fizesse o termo da ocorrência que recuperou o bem antes furtado. Terminei, na sequencia, registrando a recuperação da “magrela” na respectiva delegacia de abrangência. Happy End clichê de filme americano.

 

As reflexões ou conclusões eu deixo para cada um, porque, se eu for me estender por aí, vou adentrar outras searas as quais não gostaria de discorrer neste blog.

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Porém, eu não poderia terminar este post sem antes expressar o meu profundo e declarado agradecimento ao amigo @BrunoAraujo. Não é só nos pedais bacanas que já fizemos por estas estradas por aí que ele é parceirão de boa. Mas nas paradas duras e difíceis desta batalha diária que é viver numa grande cidade. VALEU BRUNÃO !!!

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Fechando, deixo apenas este placar que, para quem me conhece há mais tempo, vai entender direitinho:

BANDIDAGEM / impunidade
[2 x 1]
SVICENTE / cidadão / homem de Fé

 

Fachada da paróquia do Frei Galvão

Museu de Arte Sacra de SP

 

February 12, 2019 Posted by | Bike, Life in general | , , , , , | Leave a comment