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CFG – Caminho Frei Galvão, 1o. dia (9/out/10)

No feriadão de N.S.Aparecida (9-12/outubro) eu decidi, bem em-cima-da-hora,

CFG - 1o. dia

CFG - 1o. dia

fazer o CFG – Caminho Frei Galvão. Foi uma experiência 100% gratificante, não tanto pelo ponto de vista do cicloturismo, mais por ser uma peregrinação, uma viagem “interior”, onde tive belos momentos de reflexão, de poder rezar, conversar com o Criador de toda essa bela Natureza que nos cerca, mas que só percebemos bem melhor quando nos afastamos destas grandes metrópoles, poluídas em vários sentidos da palavra.

O principal que eu encontrei nesse Caminho? Se me perguntarem: P-A-Z.

————————–

Desta vez, pra acelerar vou fazer um “post” diferente. Baseado inteiramente nas “captions” (legendas) do Picasa. Então, vc pode ler por aqui e acompanhar direto por lá:

http://picasaweb.google.com/sv.anexos01/CaminhoFreiGalvaoBike1oDia#

Vou postando um por dia (pelo menos essa é a intenção).

  • A saída foi de Sampa na noite anterior (8/10) num busão pra SJCampos. Era pra ter sido direto pra S.B.Sapucaí só que não achei + passagem (em cima da hora!).
  • A bici foi devidamente embalada no mala-bike. Amarrei bem. O cara (do maleiro) deixou eu entrar, ajeitar na boa… não criou casa (empresa Pássaro Marrom).
  • Dormi umas 5 “horinhas” num hotel perto da Rodov. SJCampos (H.Lareira). Pulei às 5:30 da manhã, tomei um café rápido, peguei umas bananas e FUI!
  • … pra Rodoviária. SJCampos amanhecendo.
  • A rodoviária tá reformada. Embarquei às 6:00h exatamente num ônibus com destino final em Pouso Alegre mas passando por S.B.Sapucaí (MG).
  • Lá pelas 8 ele ‘tava chegando na cidade. Viagem tranquila.
  • Pus a Kona pra fora da mala a fim de ser montada. Fiz com calma, checando todas as partes.
  • Parti num rolé pela cidadezinha mais ou menos 8 e 40. Ia parando e batendo umas fotos das igrejas q via.
  • Calma total na cidade, ainda mais pela manhã de sábado.
  • Vim pela rua principal vendo a Matriz ao fundo.
  • Achei logo a casa do Luiz Zingra (“Cama e Café”). Liguei no celular e avisei q ‘tava na área.
  • Enquanto esperava fui bater umas fotos na igreja Matriz.
  • Peguei a credencial com o Luiz e bati um papo com ele. Me explicou bem como q era o Caminho, apontando para o mapa q forneceu junto. Senti firmeza e fui ã luta. Só faltou mesmo a “camisa” do CFG, coisa q falei com ele pra fazer e depois me mandar.
  • Mais na frente parei num barzinho pra tomar um guaraná da região (JotaEfe) e novamente encontrei o Luiz, que vinha caminhando. Paramos e tiramos umas fotos (acompanha no Picasa).
  • Não deixem de visitar o site: http://www.caminhofreigalvao.com.br/
  • Aí começa o caminho, ainda com um trechinho de asfalto.
  • Comecei subindo, ainda devagar, pois a “pedreira” vinha logo na frente…
  • Aí tinha uma placa anunciando que se poderia tirar fotos de um tal “museu da revolução constitucionalista de 32 (SP)”. Entrei pra ver qual era. Na verdade, uma pousada de luxo.
  • O “tal museu” em si era APENAS esta casa “meio derrubada” com somente umas fotos dentro e quase nenhum objeto que remontasse à época. Enfim, maior roubada!!! Não percam tempo com isso, pelo-amor-de-Deus!
  • Saí dali já meio atrasado, tipo umas 10 horas aí que o começou o caminho pra valer.
  • Os primeiros “nativos” que me receberam pelo caminho. foram um casal de perus. Passei batido, claro. Não sou chegado…. (rs! rs! rs!)
  • Bem, aí acabou a brincadeira. Só subidaaaaaaaço pra encarar. Fui no gás inicial, parando pra respirar evidentemente qdo. o bicho pegava. O mais puro MTB.
  • Mais outros “habitantes locais” (cavalos) me deram boas-vindas. Na verdade, todo esse trecho inicial é feito mais pra animal, não para bike. Mas vamo que vamo…
  • Avistei a Pedra do Baú. A visão da serra neste local é mt show. Ventava muito, o ar vai esfriando, pq vc vai subindo muito e rápido. Lá embaixo S.B.Sapucaí ficava cada vez menorzinha….
  • Bom, quase uma hora depois, não dava mais pra pedalar. Esquece. Vira um monte de galhos de araucárias espalhados pelo chão, buraco pra tudo q é canto. Enfim: EMPURRA morro acima.
  • Isso quando VC puder empurrar. Pq quando “pesar”, põe no ombro mesmo q é melhor. Kraka! Como o Luiz me avisou lá embaixo: vc vai ver o que te espera…..
  • Chegando numa porteira é que a coisa melhora. Mas vai demorar, não espere moleza. A “recepção” do CFG é pra te desanimar logo se vc não for durão. Mas toda dificuldade passa, com certeza. É só vc não desisitir.
  • Começa o trecho da trilha. Vai dar pra pedalar um pouco, com cuidado. Sendo que tem trechos mt estreitos, com desníveis de pedra ou raízes q NÃO vale a pena arriscar. Afinal vc não está numa prova de MTB.
  • Chega o “Lago”, já no alto da trilha. Aí dei uma pequena bobeira. Em vez de contorná-lo, não sei por que razão me equivoquei no “mapinha” e entrei numa trilha secundária à esquerda.
  • Fui pra esquerda, quando deveria ter ido pra direita, seguindo a principal. Talvez pq no mapa indicava q MAIS À FRENTE entraria à esq. Foi também o único trecho sem a seta azul pra indicar a direção a ser seguida.
  • Paciência. Quando vi q tinha caído fora da trilha fui em frente, não retornei e achei um meio de sair lá embaixo. Vi a estrada principal e tracei um rumo.
  • Desci por umas vertentes, meio trilha de boi, de cavalo e boa! Mt cuidado pra não levar uns tombos.
  • Já embaixo, dei de cara com uma estrada principal. Depois identifiquei q ali era parte do Caminho da Fé.
  • Passei por um certo povoado q agora não lembro mais o nome (alguém parece q tinha falado comigo… Bocaina).
  • Perguntei pela direção de Luminosa e mandei bala.
  • A estrada `tava show nesse trecho. Pedalei firme.
  • Uma placa anunciou q faltavam alguns km apenas para Luminosa. E fui à luta.
  • Depois de subir uma serra mais ou menos, avistei Luminosa (MG).
  • Um vale nota 1000 pra se descer! Valeu o dia!
  • E vamô q vamô. Luminoooooooooooosa. Desce… desce….
  • Chegada em Luminosa. 15:05h.
  • Parada ESTRATÉGICA pra almoçar na pensão da D.Ditinha, carimbar a Credencial e ainda tomar um açaí “ishperto” em frente.
  • Recuperado totalmente da brabeira do primeiro dia, liguei pra casa pra avisar onde ‘tava. Claro q ninguém identificou… Bom, estou a caminho de Piranguçu. Aí que complicou mais ainda….
  • A saída de Luminosa começou maneirinha, como sempre…
  • Luminosa foi ficando pra trás. O sol da tarde esquentou e deixou o clima melhor pra pedal.
  • Uma bifurcação anuncia: CF (Caminho da Fé) pra direita, CFG (Caminho Frei Galvão) pra esquerda.
  • Deu pra sentir desse ponto q o Caminho ia passar lá adiante no alto de uma serra.
  • O rio vinha acompanhando a estradinha. No início, saindo de toda cidade é bem traquilinho de pedalar…
  • Mas depois vai piorando, as subidas vão ficando mais duras. Só que eu ‘tava novamente no gás: o almoço, a comida fresquinha tinha caído mt bem!
  • Contornei uma grande pedra e comecei a subir pra caramba. Mas o ar puro ajudava.
  • Já quase no “top” do trecho, parei pra relaxar, comer umas bananas. Aproveitar a paz do lugar e meditar um pouco.
  • Quase no topo da serrinha, antes de descer pra Piranguçu, notei q o pneu de trás começou a perder ar. Dei umas bombadas nele.
  • A descida foi forte, mas desta vez fui + devagar, pq tinha mt pedra solta na estrada e tbem o pneu já estava tipo “meia-bomba”.
  • Cheguei “baixada” de Piranguçu 5 e 15 da tarde, mais ou menos
  • Mais ou menos 15 pras 6 cheguei no centrinho da cidade. Mas a disposição ainda estava grande, se tivesse q pedalar + 1 pouco, com lanternas ainda dava. Melhor, né? Guardar energias pro que viria pela frente.
  • Procurei logo a Pousada Casa Branca, da Dona Lourdes. Fui mt bem recebido. Ela é uma simpatia!
  • Já quase escurecendo, ainda bati umas fotos.
  • Mais tarde, fiz meu lanche, comprando algumas coisas nos mercadinhos da cidade, inclusive o “café-da-manhã” pro dia seguinte.
  • Fui deitar lá pelas 9 e meia bem realizado, pensando no que já tinha feito pelo Caminho e ansioso pelo que viria a seguir. Escutando um mp3 fui adormecendo devagar naquela calma cidade sem quase nenhum barulho q pudesse atrapalhar meu sono.

October 14, 2010 - Posted by | Bike

6 Comments »

  1. É isso aí, SVicente, parabéns! Esse caminho é muito duro, pesado, creio que não dá para fazer com alforjes carregados, né?!

    Abraços.

    Antigão

    Comment by Waldson | October 15, 2010 | Reply

    • Não, sem chances. Aliás, qto. + leve melhor, senão tem como “carregar” a bike. Mas a distância é curta, nem precisa. [ ]s

      Comment by svicente99 | October 15, 2010 | Reply

  2. Parabéns pelo pedal !, as fotos muito boas, sou de Catanduva interior de SP, e estou planejando fazer esta viagem em maio de 2.011, gostaria de saber se dá para fazer a viagem sozinho, pois existem trechos que são terríveis – comentários de outros que já fizeram este caminho – e quantos quilos vc levou no alforge ?
    obrigado !!, bons pedais,

    Comment by Mário Meirelles dos Santos Neto | October 17, 2010 | Reply

    • Obrigado, primeiramente, Mario. Assim q postar o restante das fotos (dias 2 e 3), vc vai “babar” + ainda…

      Bem, eu fiz sozinho, então é possível. Disse o cara da Faz. Esperança q ainda não tinha sabido de nenhum “pedarilho” q tivesse ido sozinho. Com calma, mt concentração, vc consegue, lógico. Aliás, nos trechos da trilha ter alguém junto não vai te ajudar a descê-la pq as decisões de por onde passar vc mesmo vai ter q tomá-las. E passar mais de 3 no mesmo local só vai piorar as coisas, pois por segurança tem q dar uma boa distância entre um e outro. Apenas no caso de acontecer um acidente + grave, seria ótimo, pois teria quem te resgatasse ou chamasse o socorro, isso q pensei. Mas o ritmo tem q ser bem individual, pois cada um reage diferente às dificuldades aos trechos + fortes de subida.

      Não passei de 10k no bagageiro. Não leve alforges laterais, não terá como passá-los nos trechos mais estreitos do caminho, vai agarrar. Ou seja, leve o MÍNIMO do MÍNIMO, Como vai por a bici nas costas com todo aquele peso? Loucura. Em 3 dias não precisa de quase nada.

      Enfim, é difícil? É. Mas não impossível. Eu até toparia de fazer contigo em Maio de 2011, se coincidir uma série de coisas, tipo datas, grana, outros passeios…. vamos ver até lá.

      Depois vamos trocar + idéias sobre a região de Catanduva pra pedalar. Tenho a maior curiosidade de conhecer outros circuitos no estado de SP.

      Bons pedais.

      Comment by svicente99 | October 18, 2010 | Reply

  3. VALEU !!! MUITO obrigado pelas dicas, !!! principalmente a dica do alforge – eu tenho o alforge lateral ! mas vou fazer adaptações ! – tenho uns amigos que tem um blog que eles fazem das trilhas aqui em Catanduva – pedalacatanduva.blogspot.com
    abs e muito obrigado !

    Comment by Mário Meirelles dos Santos Neto | October 18, 2010 | Reply

  4. Realmente o Caminho é lindo. O primeiro a fazer o caminho a pé, depois do Luiz, fui eu. Fiz sozinho e de boa. Fiz o caminho novamente com um amigo, ele de bike e eu a pé. Foi legal. Também percorri o Caminho da Fé por 3 vezes (uma pé e duas de bike). Sou de São Bernardo, fica registrado meu email para trocarmos ideias.

    Comment by José Luís | November 26, 2010 | Reply


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