SVicente's Blog

Follow me and you'll know what I like to do

CFG – Caminho Frei Galvão, 3o. dia (11/out/10)

As fotos no Picasa:
http://picasaweb.google.com/sv.anexos01/CaminhoFreiGalvaoBike3oDia#

CFG - 3o. dia

  • No terceiro dia acordei lá pelas 7 e fui logo arrumando as coisas. Vi que o tempo estava legal, nem tão frio.
  • Dei uma rápida lubrificada na bike e arrumei toda a bagagem pra por no bagageiro.
  • Fui até a casa de força da mini-usina hidroelétrica que o Seu Luiz fez na Fazenda Boa Esperança, desviando o curso do rio e bati umas 2 fotos.
  • Em seguida, tomei o desjejum e pedi a uma outra hóspede para bater uma foto antes de eu sair. Iria deixá-la para o registro histórico dos peregrinos que o Luiz Carlos tem de todos do CFG que passam ali pela fazenda.
  • PARTIU! De cara peguei logo uma subida. Tinha muito galho, tronco virado pelo caminho porque o vizinho da fazenda andou destocando a estrada nos dias anteriores. Uns 10 minutos de subida e caí na trilha estreita pela mata.
  • A trilha dá para ser pedalada a maior tempo. Mas tem que ter cuidado. Vez por outra tem que atravessar algum riacho. Ao lado vai passando um riachão com muitas quedas porque o desnível na região é razoável.
  • Num trecho à frente a planilha indicava que eu iria passar num pinguelão para o outro lado da margem do rio. Mó emoção e equilíbrio. No meio, eu bati uma foto do ribeirão. Um lugar pra não se esquecer.
  • Já do outro lado, a trilha termina e começa um trecho de estrada que é utilizada para dar manutenção numas torres de alta tensão e leva também ao hotel logo à frente.
  • Logo vem a portaria de entrada do Hotel Vista da Mata (ainda no município de Delfim Moreira-MG). Assim que passar a portaria vc vai ver uma rua subindo pela esquerda. Entre no caminho meio terra/meio grama que fica à direita.
  • Segui  pela estrada, quase trilha em direção à borda da serra da Mantiqueira. Foi ficando cada vez mais frio.
  • Mas é um lugar mágico! Ao lado um ribeirão só que pena q as águas estivessem GELADAS. Passei por um trecho de subida cheio de pedras onde não dava pra pedalar. Depois por 4 pequenos riachos. Meti a bici por dentro d´água e fui à luta.
  • Chegando BEM lá no alto, tem uma capelinha de uma “santa”. Só nuvens à volta. O local é conhecido como “Santa”. Tem uma imagem de N.Sra.Aparecida, onde o pessoal deixa diversos agradecimentos, orações, pedidos etc. Fiz o meu também, claro.
  • A paisagem é típica do alto de serra: pinheiros cercados por nuvens. Ainda fiz uma incursão de uns 15 minutos para ver se do mirante via algo, mas foi em vão. Mas valeu para aproveitar a paz do local. Ouvir o canto dos pássaros e o silêncio quebrado levemente pelo vento que levava as nuvens.
  • Daí começou a BRABEIRA da descida da trilha da Santa. Pedalei uns 5 minutinhos mas depois ficou inviável. Totalmente liso: um sabão.\
  • Tive que por a bike no ombro e me esgueirar por entre os buracos, pedras, … Enfim, tinha TUDO pra não dar certo. Só na garra mesmo vc encara uma coisa destas de bike.
  • Olha fica difícil de descrever este pedaço. Mas tudo que eu digo é que foi adrenalina pura. Uma decisão a cada 5 segundos.
  • E a trilha parecia não ter fim. Vc desce muita coisa, uns 1000 metros mais ou menos. Quando pensa q vai acabar… tem é coisa. Levei 3 horas.
  • Até que bem no final eu já comecei a poder botar o pé no pedal. Timidamente. Andava um pouco, desmontava, andava…. até que veio um rio e uma placa que anunciava o fim da trilha.
  • Parei, limpei um pouco a bike, meu tênis, a calça naquelas águas límpidas e geladas. Bebi um bom gole d’água pura da montanha.
  • Seguiu-se uma estradinha q alcançou a primeira casa (na verdade, a última antes da “trilha da Santa”) pra quem vem lá de baixo. Ali já estava no estado de SP (Guaratinguetá).
  • Passei a porteira como mostrado na planilha e  desci.  Mais abaixo quebrei pra esquerda. Passei logo por uma igrejinha que tem lá no alto do bairro conhecido como Pilões. Tem um abrigo ali para peregrinos, mantido pela Dona Sueli. Quem estiver caminhando é bem capaz de parar por ali, e até é bom, porque ainda faltava muita coisa se vc não estiver de bike.
  • O rio que desce lá do alto da serra vai acompanhando a estrada abaixo. A bici desenvolveu uma boa velocidade neste trecho.
  • Passado um trecho com pequenas casas, encontrei uma estrada bem larga de chão batido, fácil de pedalar. Pedalei forte e fui descendo. Fiz uma paradinha para apreciar este lago e os bois pastando. Ali retomei o contato com “Houston” (pessoal de casa) e avisei que estava vivo (havia saído da “face oculta da lua”… rs! rs! rs! …)
  • Passei por algumas fazendas típicas nesta baixada do Vale do Paraíba. Guaratinguetá já podia ser vista lá embaixo. Do outro lado, bem mais ao longe, a Serra do Mar.
  • E saí do chão batido e comecei a pedalar no asfalto. Faltavam mais ou menos uns 10km por aí. Por volta de 2 da tarde.
  • No asfalto, foi tudo muito tranquilo. Só tive cuidado porque de vez em quando passava algum carro a 120 por hora!
  • Entrei na cidade de Guaratinguetá e observei várias setas azuis indicando pra onde tinha que ir. Mas só no começo. Ao alcançar uma avenida margeando um rio largo eu fiquei meio perdido… e saí perguntando onde que ficava a Igreja de Frei Galvão.
  • Passei ao lado de um rio grandão que eu supus ser o Rio Paraíba do Sul. Aí perguntei pra um e pra outro e me deram uma dica de como que eu fazia pra chegar na Capela de Frei Galvão. Não ficava muito próximo do Centro, não.
  • Passei por uns bairros e fui adiante. Acho q levei uma meia hora.
  • Se vc vier e avistar uma avenida com uns conjuntos habitacionais, meio tipo baixa renda, pode saber que está perto.
  • Daí cheguei no local onde estavam parados os ônibus de romeiros de Frei Galvão. Ali era a Capela de Frei Galvão. Simples assim.
  • E é  isso. Cumpri a promessa. Chegando numa boa. Antes pedi a outra pessoa que tirasse uma foto minha.
  • Entrei na Capela a tempo ainda de assistir à missa das 15h. Agradeci por ter tido sucesso durante todo o percurso, sem acidentes. Na verdade nunca me senti sozinho. Frei Galvão estava junto.

Foram 140 km aproximadamente pela minha contagem. Uma “AVENTURA” que valeu demais! Essa eu até repetiria, na companhia de algum amigo disposto a segurar fortes emoções e com boa dose de preparo físico. Basta ver as fotos.

November 7, 2010 - Posted by | Bike

No comments yet.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: