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Circuito Costa Verde e Mar (SC)

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Circuito Costa Verde e Mar

Relato completo:

Dia 1 – sábado – 22/01/11
==> Trecho 1: Balneário Camboriú-Itajaí-Navegantes-Penha-Balneário Piçarras
+
==> Trecho 2: Balneário Piçarras-Luiz Alves
[ 90km aprox. ]

Cheguei ao começo do circuito vindo de ônibus até a rodoviária de Balneário Camboriú. Lá pelas 8 e meia eu já estava com a bike toda remontada e pronta pra “navegar”. Sim, porque literalmente prenunciava-se um dilúvio na saída do circuito. Nuvens pretas e pesadas se aproximavam da cidade balneária. E não deu outra! Logo após pegar a minha credencial e o bom roteiro que é distribuído ao cicloturista no Centro de Informações Turísticas, “desabou um pé-dágua” daqueles que desanima qualquer um… Não eu, que já estou “escolado” com essas coisas. Segui em frente, passando pela Av. Atlântica enquanto a chuvarada caía e acreditando que tudo não passariam de algumas poucas horas (como de fato foi). Mas serviu pra embaçar a câmera do celular de tal modo que as fotos daquele dia e do próximo foram altamente prejudicadas. Paciência! Eu registrei bem o que os meus olhos viram…

E foi muito legal. Logo na saída fiz, opcionalmente, a passagem a pé pela passarela de madeira que margeia o costão do Pontal Norte. Apreciando a paisagem, cami-pedalando pelas areias da quase deserta Praia do Buraco. Ao final dela, vc vai ter que empurrar/carregar um pouco bike acima pela escada que te leva de volta ao complexo de ladeiras do Morro do Careca de onde se tem uma vista fantástica de todo o mar na região. Vale a pena o esforço! A vista é belíssima, pena que o câmera não pode registrar nenhum lance. A chuva já tinha diminuído quando eu cheguei na chamada Praia Brava, já passando para o município de Itajaí. Muitos surfistas por ali, já que ela tem ondas bravas mesmo!

No meio tem um trecho de laguna que faz com que vc tenha de passar com a bicicleta pela água, mais ou menos pela canela, na hora que eu passei, vai depender da maré. Mais adiante, sai da areia e pega-se só asfalto e vai assim quase o tempo todo até chegar em Piçarras. Entrecortando bairros e beira-mar, atravessa-se na ordem: a cidade de Itajaí, pegando um trecho de balsa (paga 1,30 pra atravessar), rapidinho, 5 minutos. Do outro lado vem Navegantes. Peguei à direita e seguindo pela ciclovia fui dar na longa praia. Rodei rápido ali, cerca de 27km/h. Lá no final dela tem o Portal de entrada para o município de Penha. Parei nele, dei uma descansada e segui cicloviagem. Antes de pegar um pequeno trecho de estrada de terra (após uma curva, à direita), no asfalto que vai à frente eu cheguei até a entrada principal do Complexo de Diversões Beto Carrero. Não entrei, só bati uma foto, que acabou mal saindo, devido ao embaçamento. Já fazia bastante sol naquele ponto (meio-dia).

Após o chão batido, passei pela Praia Grande e, no final dela, pelo acesso opcional da Ponta da Vigia. Não subi, deixei para outra vez, com mais tempo porque já estava meio atrasado para o 1º dia. Rodando um pouco mais rápido, passei por uns bairros já na saída do município de Penha. Apesar do monte de transversais e curvas achei muito boa a sinalização do trecho e cruzei fácil. Até atingir outro asfalto muito bom, com ciclovia pela direita onde dei mais outra esticada. No final chega-se à ponte que marca a entrada de Balneário Piçarras. Fique esperto, pois quando chegar o cruzamento com a avenida Getúlio Vargas (tinha uma farmácia na esquina…) vc tem que entrar à esquerda. No final desta avenida vai estar o Centro de Info Turísticas (C.I.T.), onde carimbei a passagem (nos municípios de antes, não vi ou não percebi nenhuma sinalização de onde poderia ter carimbado a passagem…). 2 da tarde.

Saindo do C.I.T., onde repus a aguinha gelada, passei por debaixo da movimentada BR e seguindo pela marginal indo para o norte, um pouco mais à frente achei o caminho de terra que leva vc em direção ao interior. Ali começava o chamado Trecho 2 do circuito que fiz também no primeiro dia. Não foi difícil, apesar de ser mais cansativo pelo piso, vc roda mais devagar. Mas fui parando, descansando, apreciando vez por outra a paisagem e comendo umas bananas. Às vezes, vinha uma subidinha e pedalava com calma, sempre firme, nada que vc tenha (ou pense) de empurrar. Mas vai subir um pouco, até cerca de uns 160 metros. Antes de chegar aos trechos mais de morro, passará por extensas várzeas que estavam totalmente cobertas por plantações de arroz. Muito maneiro. Em uma delas, onde a estrada abaixava quase ao nível do rio tive que passar por uma extensa área alagada onde enfiei o pé e a bici na água. Foi duca!!! (Faltou mais uma vez 1 foto, ali!)

Depois mais alguma lameira e toquei adiante. A sinalização mais uma vez é muito boa, não vai deixar vc em dúvida, basta prestar bem atenção nos cruzamentos que a seta amarela vai estar por perto indicando pra onde… Nos trechos entre morros, vê-se muitas plantações e fábricas de bananas. É uma região só disso. Após o “top” da subida vem mais um pouco de chão batido, mas logo-logo o asfalto retorna e dá para descer bem rápido, por entre os bairros mais afastados de Luiz Alves. Tem uns alambiques por ali (mas estavam todos fechados). Depois de passar por uma rodovia (trecho pequeno), bairro do Salto, na entrada à direita (posto de gasolina) vc vai em direção ao centro. Lá pelas seis da tarde, justamente na hora que a chuva voltou a cair eu cheguei a Luiz Alves. Não tem quase nada no Centrinho. A matriz, o prédio antigo da Prefeitura, um banco, um posto…

Ainda tive que esperar um bom tempo, cerca de 1 hora até o dono do único hotel no centrinho da cidade aparecer. Achei até que ele não voltaria (alguém me dissera que-tinha ido para a praia…) Um pouco cansado, pois foram 90km em 9 horas, agradeci aos céus quando o Sr. Valter (Hotel Colinas, tel. (47) ), me ofereceu um bom quarto, na parte de baixo mesmo com 3 camas onde pude descansar tranquilo, eu e minha bike. Ainda pedi uma pizza (única coisa que tinha de comida àquela altura na cidade) e capotei na cama enquanto a chuvinha fina refrescava lá fora.

Dia 2 – domingo – 23/01/11
==> Trecho 3: Luiz Alves-Ilhota
+
==> Trecho 4: Ilhota-(Itajaí)-Camboriú
+
==> Trecho 5 (“parte”): Camboriú-Itapema
[ 90km aprox. ]

Acordei bem disposto, antes das 7h, prontinho para novo pedal longo. O Seu Valter preparou um café da manhã farto, muito honesto (pelos 40 que cobrou). Agradeci demais a hospitalidade e parti 15 prás 8 + ou -. Deixei Luiz Alves naquele domingo bem vazia ainda na manhã, mas pude reparar a limpeza e a riqueza do local, apesar de sua simplicidade. Belas casas, um povo tranquilo. Depois de um pequeno trecho de asfalto, caí em novos caminhos de chão batido por entre campos de arroz. De vez em quando algum pequeno bairro vinha, mas prevaleciam mesmo as plantações, ora de palmito pupunha, ora de banana e mais de arroz em várzeas bem irrigadas. A chuva forte dos dias anteriores favoreciam a agricultura e a natureza é sábia nisso, pode ter certeza. O trecho é praticamente plano, pouquíssimas e tranquilas subidas.

Em uma curva achei curioso o amontoado de carros no alto de um monte onde se erguia uma igreja. Devia estar havendo uma festa religiosa naquele domingo. E muitos bons carros, diga-se de passagem… Mais à frente, vc passa pelo Morro do Baú (visto à direita). Isto! Aquele mesmo que um dia veio abaixo, soterrando um monte de gente após uma chuva fortíssima no local. Pessoal voltou todo pra lá, incrivelmente…! Uma placa anuncia que cerca de 14km mais para dentro tem um parque estadual para ser visitado. Quem sabe um dia….

Após algumas pontes, vi o topo da matriz de Ilhota. Cruzei a estrada (que vai para Ilhota) e passei novamente por outro grande trecho alagadiço. (Se quisesse, bastaria seguir pelo asfalto e teria evitado mais este “aquapedal”. Mas deu para ir bem, nem desci da bike). Já bem às margens do Rio Itajaí, terminei o Trecho 2 atravessando de balsa o rio (não muito largo nesse trecho). Nem lembro de ter pago… Mas lembro que encontrei outro companheiro de cicloturismo durante a travessia. Ele vinha de Blumenau e me contou que estava planejando agora fazer uma longa cicloviagem partindo do Rio em direção ao Oiapoque. Só pelas praias. Desejei sorte, trocamos mais algumas figurinhas e cada um seguiu seu caminho. Eu fui para o lado em direção à Camboriú, não antes sem carimbar o roteiro em um hotel logo numa entrada do asfalto (à direita, indo para o Centro de Ilhota). O asfalto é movimentado e possui diversas lojas de lingerie e moda de praia naquele trecho.

Depois de fazer um lanche e descanso na Padaria do Filipão, bem no asfalto, entre 11 e 12 horas, segui em frente. Quando vc vir uma chaminé de alguma velha indústria, entre à esquerda pelo caminho de chão batido. Dali vai ser um longo trecho até Camboriú com o menor trânsito de automóveis de todo o Circuito, eu achei. Alternam-se bairros pequenos, com boas casas, gramados, tudo muito calmo. Tenha atenção apenas no trecho que cruza perpendicularmente uma rodovia (Antonio Heli). Mais à frente, vai passar por uma subestação elétrica. Ali, pelas 2 da tarde, senti cansaço e parei meia hora, descansando numa pequena encosta à sombra de um bambuzal. Refeito, toquei pra frente, parando num mercadinho pra tomar uma água mineral bem gelada. O sol ‘tava forte.

Mas não demorou muito para chegar em Camboriú, pois o trecho é plano. Passei pelo centro da cidade, carimbei o roteiro num hotel grande que vi após uma praça. Fiz outro lanche, parando uns 20 min. (16:15h) Após perguntar como eu fazia para seguir em direção à Itapema, conversando com outro ciclista curioso pela atividade de cicloturismo q me perguntou como fazia, achei a saída para o bairro Rio Pequeno (no fim da principal, siga as placas à direita). Terminado o calçamento, vem um trecho por entre umas casas bem humildes e logo vai achar a subida do Morro do Encano. Não se assuste com ela, pelo mapa altimétrico ou mesmo pelo início dela.

Nada que possa complicar se vc pedalar com calma. Nem chega a ser uma “Vista Chinesa” (quem é do Rio, sabe…), está mais para uma “Estrada do Joá”. No meio, dá uma bela aliviada e vc completa com calma. Fiz a descida também sem pressa, o pneu dava mostras de estar esvaziando. Dei uma bombada e toquei pra frente, deixando para reparar mais tarde. Logo ao terminar, segui bem as setas amarelas do Circuito e dei de cara com a BR-101. Cruzei por baixo e já encontrei o C.I.T. de Itapema. Ali carimbei meu roteiro e tomei uma boa água gelada. Eram mais ou menos 18h. Perguntei a uns caras que estavam com umas placas na mão “Aluga-se casas” onde que poderia encontrar um camping por perto. E um me indicou que no final da avenida principal eu acharia um. Próximo ao Hotel Solis.

Não foi difícil de achar. Chama-se Camping Beira-Mar e a d ona (Kristie, parecia de descendência germânica…) me recebeu bem. Fiquei por R$ 25 à noite. Armei logo a barraca após ela preencher a ficha. Bem organizado o local e não haviam muitas barracas montadas, cerca de 7, uma inclusive de argentinos. Deu tempo ainda de ir até a praia de Itapema, dar um rápido mergulho e tirar a canseira. Chegava ao final mais um dia longo (mais 90km), porém sem muito esforço. Agora, faltando menos de 100, aproveitaria para relaxar. Mais tarde, depois de comer um bom macarrão e tomar um caldo de cana ainda dei uma volta pela praia antes de fechar a barraca.

Dia 3 – segunda – 24/01/11
==> Trecho 5: Itapema-Porto Belo-Bombinhas
+
==> Trecho 6 (“parte”): Bombinhas-(Porto Belo)
[ 40km aprox. ]

O 3º dia se inicia com a troca da câmara de ar do pneu traseiro, logo após o preparo do desjejum ao lado da barraca. Depois de desarmá-la ainda deu tempo de pegar uns 40 minutos da boa praia de Itapema no trecho em frente ao camping. O sol não estava muito forte mas a água ‘tava uma delícia. Lá pelas onze retornei ao acampamento e remontei o bagageiro. Antes ainda limpei bem a bike com uma boa mangueira. Meio-dia peguei a direção para Porto Belo. O início é de calçamento de pedra, então não dá para adiantar muito. Depois passa para o asfalto mas tinha um bom tráfego, com retenção, e fui me esgueirando pelo meio-fio entre os carros. Parei no C.I.T. de Porto Belo e carimbei o roteiro, além de pegar boas dicas de onde ainda iria passar com os guias.

A primeira subida do dia fica na divisa entre Porto Belo e Bombinhas. Dali dá para ter uma boa vista da encosta e do mar. Chegando do outro lado cai-se na agitação da Praia de Bombas. Aproveitei para tomar um açaizão da hora! O sol também esquentou lá pelas 2. Visitei mais a Praia de Quatro Ilhas, registrando com fotos. ‘Tava muito cheia e resolvi não descer na areia. Fui em direção a de Mariscal. Tem outra subidona chata de fazer, principalmente porque o piso é muito solto, cheia de pedras, desgastado pelo trânsito mais pesado de automóveis. De lá de cima tem um mirante beleza para se tirar fotos. A descida já é em asfalto e chega-se à praia também bastante frequentada. Seguindo por entre várias casas à beira-mar, em ruas de terra, vem a praia do Canto Grande. Virando à direita, seguindo as setas amarelas indicativas, cheguei no bairro de Zimbros.

Ali me perdi um pouco das setas e parei numa peixaria para perguntar como fazia para pegar a subidona do Morro do Encano. Um cara que me atendeu indicou o sentido correto, mas foi logo avisando. Aquilo não era lugar de pedalar. Mas eu resisti e falei: “- Não tem problema, é o meu caminho, já estou acostumado.” Não demorou quase nada para chegar ao começo. E foi preciso muita tranquilidade para vencê-la. É íngreme, bem parecida com a da chamada “Serrinha”, que liga Itaipu a Itaipuaçu, pra quem conhece a Serra da Tiririca, em Niterói, mas somente em desnível, porque pior em razão do piso que é todo “cascalhado”. A pedalada é bem complicada. Mas nuns 20 minutos mais ou menos a subida tinha passado e foi só descer para retornar a Porto Belo. Chegando lá embaixo, na beira-mar, bateu uma canseira e eu resolvi relaxar num banho nas águas calmas do Porto Belo. Uffff….. Maravilha!

Feito o relax, subi novamente na bici e como se aproximava das seis e meia, achei q ‘tava na hora de parar. Passando novamente pelo C.I.T. perguntei se acharia um camping por ali. E um carinha me deu a dica que na Praia do Perequê eu acharia. Achei pelo nome da rua que o brother me falou, foi tranquilo. Fui bem atendido, o dono me cobrou 15 pilas. Armei rapidinho a barraca e ainda corri para pegar um finzinho de praia no Perequê. O bairro ali quase não tinha opções de alimentação. À noite, eu peguei a bici e fui até Meia-Praia, já em Itapema, pra comer – 15 minutos dali. A noite foi bem tranquila, dormindo ao som do vento que trazia o barulho das ondas da Praia de Perequê.

Dia 4 – terça – 25/01/11
==> Trecho 6: (Porto Belo)-Camboriú-Balneário Camboriú
[ 50km aprox. ]

O último dia desse pedal amanheceu tranquilo. Desarmei a barraca logo após um desjejum reforçado com frutas que eu comprei na noite anterior. Saindo do camping em direção contrária à praia do Perequê, seguindo reto fui parar na estrada que me levou à saída de Porto Belo pelo viaduto que passa por cima da BR-101. Retornando um pouco pelo acostamento logo achei a entrada à direita para um trecho de chão batido que cortava alguns pastos com pouco gado. Lá adiante avistam-se alguns morros mais altos. Deu até impressão que iria atravessá-los. Porém, ao chegar à localidade conhecida como Sertão do Trombudo, virei à direita e peguei uma estrada mais larga ainda sem pavimentar com poucos sobes-e-desces. E lá na frente, no bairro chamado Tabuleiro, encontrei novamente a BR por uma via marginal. Menos de 1 km a frente veio a indicação para derivar à esquerda e sair do asfalto em direção ao chamado Morro do Areal, o mais alto do dia, bem como de todo o circuito.

Mas não é brabeira de fazer, a subida não é tão íngreme assim, menos do que a Vista Chinesa (pra quem é do Rio, comparar…). Fiz em 2 etapas, dando umas paradinhas para apreciar o visual lá de cima e tirar umas fotos. Então, veio um dos trechos mais maneiros de todo o circuito, uma área de mata atlântica, ainda pouco explorada por entre alguns sítios. Me empolguei e fui subindo direto! Nem percebi a saída à direita conforme indicada na planilha. Acabei pedalando por mais uns 15 minutos morro acima, até que percebi que a estrada se estreitava cada vez mais e que tinha saído do caminho correto. Perguntei a um matuto local onde deveria ter pego para sair em Camboriú e ele me orientou que era numa ponte lá embaixo.

Vim descendo novamente e achei a referência (o bar do Neném), conforme podem ver nas fotos. Mas foi bom, tinham 2 nascentes no trecho a mais, aproveitei para repor a água e valeu pelo gostinho de MTB. De volta ao circuito, sobe-se uns 50 metros mais apenas e depois uma boa descida até cair numa baixada. Passei por um bairro afastado de Camboriú e cheguei à Rodovia. Dali pra BR, um pulinho. Foi só acompanhar as setas. Passei por sob a autopista e entrei em outro bairro mais populoso. Adiante, tem um pequeno mas forte aclive que vai dar na Linha de Acesso às Praias (L.A.P.) mais conhecida como “Interpraias”. E dali é só seguir pelo asfalto direto até retornar ao Balneário Camboriú.

Parei rapidamente em um posto policial logo na chegada a L.A.P. e pedi uma água geladinha. Um oficial de serviço me atendeu muito bem e deixou que eu enchesse a garrafinha. O sol ‘tava forte ali pelo meio-dia. Mas foi um pedaço bem inesquecível de ser feito, pelas paisagens que se apresentaram. A cada subida que surgia uma bela vista do mar podia ser vista no alto da mesma. Passei pelas praias do Estaleiro, do Pinho (área de naturismo), de Laranjeiras, todas de tirar o fôlego. Infelizmente, não tem quase fotos dessa parte, porque a bateria do cel descarregou-se por completo. Mas eu posso garantir: esse final do circuito fecha com “chave de ouro” e recompensa qualquer esforço

Até que os altos edifícios da orla de Camboriú se destacaram, anunciando o fim da jornada. Foi só deixar descer e chegar a uma praça onde parei para pegar a balsa, atravessar o Rio Camboriú. Já na orla sul, ali termina oficialmente o circuito – só que eu nem tinha me tocado!…. Segui adiante até retornar ao C.I.T. E dá uma boa distância. Ali pedi o último carimbo do roteiro, já que havia partido dali. A atenciosa funcionária me disse que eu deveria retornar à Ponta Sul da praia, no Parque Unipraias para pegar o meu brinde e certificado, afinal lá é a chegada oficial. Sabendo disso, fui antes para a Rodoviária, ali perto, tomar um banho, deixar parte dos volumes de bagagem e assim passar o cansaço. Afinal, é um trecho mais pesado pelas subidas e descidas.

Mas valeu a pena voltar lá no Molhe Sul da Praia. Após recarregar o celular, pude bater as fotos, registrar o final do passeio, além de pegar o certificado mais a camisa que atestaram a finalização dos mais de 270 km do Circuito Costa Verde e Mar. Só posso dizer que VALEU e VALEU MUITO. Recomendo a todo cicloturista, nacional e estrangeiro que faça-o. Pela organização, pelo roteiro, pelos belos lugares por que se passa, vc vai curtir cada km. Meio urbano, meio rural, meio praia, meio litoral. Tem um pouco de tudo, por isso seja único. Não é cansativo, passa rapidinho. Termina e vc já fica com vontade de refazer. Pedalem!!!


R E S U M O :

Fotos (dias 1 e 2): http://picasaweb.google.com/sv.anexos01/CircuitoCostaVerdeEMarSCDias1E2#

No 1º dia fiz os trechos 1 e 2 e no 2o. dia os trechos 3 e 4 do Circuito. Correspondeu a sair do Balneário Camboriú, debaixo de muita chuva, passar pelas praias de Navegantes e Balneário Piçarras e chegar até Luiz Alves no interior (final do dia 1, sábado) – 90km. No 2º dia, mais 90km, saí de Luiz Alves, passei por Ilhota (rio Itajaí) e cheguei até Itapema. Tem só uma foto no segundo dia e poucas no primeiro, porque a câmera do celular embaçou um monte depois da chuvarada que peguei logo que saí. Mas tudo bem…
—-
Fotos (dia 3): http://picasaweb.google.com/sv.anexos01/CircuitoCostaVerdeEMarSCDia3#

O 3º dia foi o que eu pedalei menos (cerca de 40km, trecho 5 e uma partezinha do 6) aproveitando melhor o passeio por diversas praias da chamada Costa Esmeralda. Saí de Itapema, onde acampei e passei por Porto Belo e o litoral recortado de Bombinhas. Terminei retornando a Porto Belo em outro camping, na Praia do Perequê. Foi o dia de mais sol e o melhor aproveitado de toda a cicloviagem.
—-
Fotos (dia 4): http://picasaweb.google.com/sv.anexos01/CircuitoCostaVerdeEMarSCDia4#

No 4º e último dia, fiz uma parte do trecho 6, considerado o ++ difícil pelas subidas, mas foi tranquilo por não chegar a 50km. Saí de Porto Belo, peguei as subidas de volta à Balneário Camboriú, passando pela “L.A.P. Interpraias”. Foram as paisagens mais interessantes de todo o circuito. De volta ao ponto de partida, peguei o brinde e o certificado da viagem desse Circuito que entra pra história das cicloviagens como uma das mais maneiras de todos.

February 2, 2011 - Posted by | Bike | , ,

1 Comment »

  1. Grande Vicente!
    Viajei junto neste seu diário de viagens. Parabéns, muito bem detalhado.

    Comment by Sergio Asami | February 17, 2011 | Reply


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