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O meu prazer, agora é risco de vida…

Nunca esta letra do Cazuza foi tão atual como nos dias de hoje, meu pessoal. Vivemos no país da insegurança, da impunidade, do inimaginável se tornando (sur)realidade. Não podemos ter o que queremos, andar onde quisermos, ocupar os espaços públicos. Pergunto: isto é viver?! Temos cidadania? Ou só fazemos de conta que somos um povo realmente **livre**.

Livre de quê? Do medo de sair às ruas e voltar em segurança às nossas casas? Seja a passeio, para uma prática esportiva, um lazer ou simplesmente a trabalho. A vagabundagem está solta por aí e não alivia ninguém.


Não merecemos ser esfaqueados por querer pedalar nossas ‘magrelas’.

Esta tragédia capitulada com o médico Jaime Gold, esfaqueado enquanto pedalava na Lagoa, entra para as estatísticas de latrocínio após muitas outras e, sem querer ser pessimista, não será a última, muito pelo contrário.

Eu estava pesquisando um pouco agora por esse tema no Google e olha o que achei:

Ciclista esfaqueado no Aterro do Flamengo – isso foi em Jan/2014. Ou seja, há mais de um ano atrás. Numa série de eventos naquela data. E o que fizeram de lá pra cá? NADA!!! Ou seja, tragédia anunciada. Lembro do tempo que às vezes ia ou voltava pelo Aterro para ir ao trabalho, já se vão quase 5 anos. Era perigoso. Mais ou menos como agora. Vi alguns roubos a pedestres, dois a “pedalantes”, nunca se podia fazer nada; quando se tentava correr atrás os vagabundos se escondiam que nem ratos no esgoto, já conheciam as “bibocas” por onde sumiam. E Polícia de vigilância que é bom, pouco se via! Quase sempre eu preferia me arriscar em voltar por entre os carros e o trânsito, depois de certa hora menos pesado, do que me arriscar a pedalar ou correr naquele Aterro – deserto e sinistro.

Na Lagoa era a mesma coisa. Escura em alguns trechos, cheia de elementos suspeitos pela ciclovia, a gente sempre passava com medo. Vi menos casos sinistros, mas posso lembrar de alguns. Gente gritando porque levaram o relógio ou o celular.

Eu não sei aonde iremos parar. É um crime após o outro, num desfile de barbárie dos fora-da-lei e incompetência das ditas autoridades em segurança.

E esta opinião pessoal é compartilhada pelo noticiário da BBC para o Brasil na internet. Haja vista este post feito há 4 dias atrás. Leiam…

Outro dia em outra rede social, vi um comentário que assusta: “- Parece que a tendência aponta para dias cada vez mais violentos nos centros urbanos.” Será mesmo? Vamos assistir passivamente esta escalada sem freio de mortes, roubos, assassinatos?

Nada a fazer? Só ficarmos cada vez mais trancados dentro das nossas casas como nos tempos das cavernas que vivíamos acuados pelas feras que nos espreitavam quando saíamos a cata de alimentos (agora para trabalhar)?? [Mas as feras matavam pelo instinto de sobrevivência e estes bandidos animais, matam por quê?! Seria pelo mesmo…?]

Estamos regredindo sem perceber, dia após dia.

[ Alguém me convença do contrário, eu agradeceria. ]

May 25, 2015 - Posted by | Bike, Life in general | , , , , , , , , ,

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