SP 458 anos – World Bike Tour

Hoje foi dia de passeio ciclístico aqui em Sampa, comemorando seus 458 anos. Foi o evento “WBT – World Bike Tour”, promovido por um português chamado Diamantino Nunes. Este é o 3º ano do passeio em São Paulo, evento que acontece também nas cidades de Porto, Lisboa, Madrid e, este ano, pela primeira vez, no Rio de Janeiro.

World Bike Tour - São Paulo

World Bike Tour - São Paulo - 25/1/2012

Cheguei 15 minutos antes da largada, que estava marcada para as 9 da manhã, na Ponte Estaiada. A maioria já tinha pego sua bike e eu como os que chegaram por último na minha ala (verde) – que ficava em cima de uma das saídas da ponte -, tivemos uma certa dificuldade para achar a bicicleta que fazia parte do kit da inscrição paga para o evento. Levamos um tempo esperando… Até rolou um estresse por parte de alguns que não se conformaram com a falta de bikes por ali… Passados uns 15 minutos, quando a maioria da galera passou, mais próximo à Marginal Pinheiros, havia mais bicicletas ainda não escolhidas. Só que estavam com um outro problema, alguns mais graves, como falta de selim, cabo de freio e de marcha soltos, outros pequenos, como faltando campainha, espelho ou suporte da “garrafinha”. Eu escolhi uma que já estava sem aquela campainha vagabunda, mas pelo menos passava as marchas sem problemas.

A bici é + ou – (mais pra “menos”), porém dá para encarar, principalmente se considerarmos que o objetivo do evento/passeio é promover o uso da bicicleta entre a população das grandes cidades. Eu mesmo encontrei uma menina que não tinha intimidade com bicicleta, falou que não andava fazia um tempo! Então, isso que é legal, quebrar esse gelo entre as pessoas e as bikes. Torná-las mais próximas. É claro que muita gente vai andar só nesse dia e mais uns 5… depois “encosta”. Mas muita gente acaba pegando o gostinho, passa a usar nas ciclofaixas, nos domingos e feriados e quem sabe… 2%, 3% passam a fazer da magrela o seu dia a dia, como eu já faço há vários anos. Aí a iniciativa já cumpriu o seu papel.

Eu fui com a Fabiana até a entrada da USP, um trajeto curtinho, dá para fazer rapidinho, mas fomos bem tranquilo, sem pressa, curtindo o passeio. Ela ainda tentou arrumar, em alguns postos de mecânica pelo caminho, o suporte para a sua “garrafinha”, mas sem sucesso. Bom, depois ela compra em qualquer bicicletaria, é baratinho. Despedi dela e da amiga no fim do passeio, e ainda encontrei meu outro amigo que me esperava no final do circuito. Bati umas fotos ali na Cidade Universitária e combinamos de qualquer dia destes voltar ali pra correr e pedalar. Vi diversos ciclistas com verdadeiras “máquinas” por ali treinando.

Enfim, segui pela ciclofaixa de volta ao Ibirapuera e de lá para casa. Valeu WBT.

[ Link para as fotos no Picasa - clique aqui ]

35ª Corrida de Reis – São Caetano (2012)

35a. Corrida de Reis - medalha - Prefeitura SCSNo domingo dia 08 de janeiro, eu participei da 35ª Corrida de Reis, 10K, na cidade de São Caetano do Sul (Grande São Paulo). Minha primeira vez por lá. A impressão que tive do evento foi boa:  organização, percurso (clique para ver), clima da corrida.

Caso queiram ler um relato bem completo de como foi o evento, basta acessar o blog http://corredorderua.blogspot.com/2012/01/08012012-35-corrida-de-reis-10km-sao.html

Tô de acordo com tudo que o blogueiro escreveu no seu post:

  • havia quatro postos de água no trajeto, deu para refrescar bem
  • faltou a marcação de quilometragem
  • camiseta e medalha que valeram a inscrição
  • só não achei o calor tão forte como ele, mas isso se deve pela comparação que sempre faço com o Rio. Largada às 9h por aqui (RJ) é que seria de “matar”!…

No mais, curti o meu resultado, terminando com 49’03″, pra quem esperava por 50. Em função das 3 subidas, 1 ladeirona “arrasadora”, treinos não intensos, fiquei satisfeito. 262 na geral, 29 na faixa. Ou seja, 21% dos primeiros que chegaram. Ainda um pouco acima da minha média histórica (15 a 20%).

262 1246 SERG ANT RIB M-50-54  29  00:49:03  00:49:28  04:54

Meu número e a medalha… (pdf) ==> SV_na_CorridaReis2012_1246

Todos os resultados estão disponíveis no site da Prefeitura Municipal de S.Caetano do Sul:

http://www.saocaetanodosul.sp.gov.br/admin/Upload/arquivos_sites/35%C2%AA%20Prova%20de%20Reis%20-%20Classifica%C3%A7%C3%A3o%20Geral.pdf

Agora pretendo ir abaixando devagar, ao ritmo de 1 corrida por mês nesse 2012. Minha meta seria voltar pelo menos ao 4´30″ por km. Mas vamos ver…

Sempre entre 10 e 21K. VALEU! Medalha da 35a.Corrida de Reis SCS (2012)

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Notícia no portal R7:

http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/cerca-de-2-000-participam-de-prova-de-reis-em-sao-caetano-do-sul-20120108.html

Vencedor da prova:

http://www.dgabc.com.br/canais/mobile/Noticia.aspx?idNoticia=5935549

Carteira da Rivalidade (Portugal)

(Eu estive aí mesmo neste estádio, nesta loja, comprando o meu ingresso… É um povo bacana, passa honestidade, recebe amavelmente os brasileiros. Acredito neste resultado = 95%. No Brasil, com grandes probabilidades seria 95% às avessas. É isso que caracteriza a cultura de uma nação em relação aos seus governantes. A intolerância à desonestidade custe o que custar. Seja seu amigo ou inimigo.

Aqui, enquanto todos criticam os políticos, os administradores, os juízes… na hora “que pinta uma carteira ou celular caro no chão” a maioria não devolve. Todos querem se dar bem de algum modo. Tirar uma vantagem na conta da luz, da net, na multa do trânsito. E isso vai subindo na hierarquia dos cargos públicos. Até que chega lá em cima, no Congresso, no Judiciário, no Executivo. Aí, sim, todos são contras a corrupção, a falta de honestidade. Mas estamos praticando, de fato, no nosso dia a dia, o exemplo que devemos transmitir aos nossos filhos, às futuras gerações??? Fica aqui a reflexão.)

Carteira da Rivalidade

Dias antes do jogo entre Benfica e Sporting (1-0), o maior clássico do futebol português, a Coca-Cola decidiu pôr à prova a honestidade dos torcedores.

No estádio da Luz, perto das bilheterias, foi deixada uma carteira no chão com um cartão de sócio do (rival) Sporting e um ingresso para o jogo que ocorreria no sábado seguinte.
O objetivo era saber se as pessoas iriam devolver a carteira ou ficar com ela.

95% das pessoas devolveram a carteira, atitude que foi filmada por várias câmeras ocultas.

Para recompensar a honestidade daqueles que não se deixaram tentar, a Coca-Cola ofereceu um ingresso para o jogo.

No sábado, antes do apito inicial, o vídeo foi exibido nos telões gigantes do estádio da Luz, perante os aplausos de mais de 60 mil pessoas.

Numa altura em que os portugueses se preparam para enfrentar inúmeras medidas de austeridade, a Coca-Cola quis divulgar uma mensagem diferente:

“Há razões para acreditar num mundo melhor.”

São Paulo, Natal 2011

Passeio que fiz na Av. Paulista, terça, dia 19.12.2011. Muitas luzes, muita gente visitando, clima festivo de Natal. Vale a pena visitar para quem curte as luzes natalinas.

Sao Paulo, Natal 2011

Barcelona – melhor time do mundo em 2011

O jogo desta manhã no Brasil, noite em Tóquio, mostrou bem quem manda no “galinheiro da bola”. Messi enfiou a viola de Neymar no saco. Ainda vai ter que aprender muito com mais um (não tão) baixinho argentino. A Espanha vive um momento melhor do que o Brasil no futebol, isto é inegável.

Os fatos, os números, os resultados, as conquista tudo prova isso. Se vamos conseguir reverter este cenário até 2014 o tempo irá dizer.Messi e o Barcelona - união perfeita

As comparações são inevitáveis no futebol e de tanto que se comparou: Messi x Neymar – sem razão até o momento para mim – ficou feio para o segundo. Mas a verdade mesmo é que ainda não dá para se comparar. Aliás, mais uma vez, a boca “maldita” de Pelé andou secando bonito como sempre. Ele é o Rei do Futebol, mas nas palavras… pelo amor de Deus!!! Perde a chance de ficar calado.

No futebol, não adianta só jogar com a bola nos pés. Tem que saber jogar sem ela. Messi é muito melhor nisso. É mais eficiente, sabe passar melhor e finaliza só com precisão. Não centraliza as coisas, deixa que isso ocorra de forma natural.

Mas já que é pra comparar eu vou seguir a rotina. Querer chegar ao terceiro título mundial era a grande perseguição dos santistas em cima dos tricolores do Morumbi. Mas morreu na praia (de Santos!!??… rs!… rs!…)

Nós iniciamos a nossa jornada para o Tri Mundial justamente contra o Barcelona, mas não esse mesmo Barça de agora, praticamente insuperável, intransponível. Foi em 92, também no Japão, contra um excelente time que tinha Stojchkov e Laudrup = 2 monstros da bola + um goleiraço = Zubizarreta, difícil de tomar gol. Mas a diferença pro Santos de hoje é que não se intimidou, não mudou o estilo de jogo que o “mestre” Telê Santana aplicava. Foi pra cima e conseguiu 2 gols numa final que só quem acompanhou, naquela noite, sabe como foi dura. Claro, o Barça de agora é melhor na minha opinião, um time inigualável, está fazendo história.

Só que a covardia santista foi medíocre. Eu até gosto do Muricy Ramalho, teve uma passagem de quem temos as melhores recordações no Morumbi, mas hoje ele não soube jogar contra um grande time, já entrou derrotado, pra ele o vice já estava de bom tamanho. Aí facilitou demais as coisas.

Bem, pra quem quiser rever o Tricolor da época assista o vídeo: http://youtu.be/Kl6mNCQRn4E

Dá-lhe Barça!!! (Queria ver esse time aqui no Campeonato Brasileiro. Sonho!…)

Por uma São Silvestre como manda a tradição!

Saiu no blog da Runner’s World Brasil e eu dou todo o apoio. Não pude participar do movimento este ano (2/11/2011) mas ano que vem quero estar por lá. Parabéns a todos que correram e cooperaram.

http://runnersworld.abril.com.br/blogs/correria/finados-paulista-306487_p.shtml

Finados na Paulista - Correndo pela tradição na São Silvestre

 

Mobilidade urbana sustentável (de http://www.agenciat1.com.br)

Esta notícia foi publicada no site http://www.agenciat1.com.br e achei interessante divulgá-la novamente por aqui.

Curioso que Brasília aparece bem colocada com ciclovias. Embora não tenha sido esta a impressão que tive quando ia lá (mas já fazem 3 anos que não piso na capital federal… então, deve ter melhorado). Achei também o transporte público ruim, com ônibus velhos e um metrô bem pequenino (comparando com São Paulo e Rio).

A nota péssima de sempre fica com São Paulo, onde falar em ciclovias ainda é coisa distante. Aqui só pensam em ciclofaixas de lazer. 

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Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília lideram ranking de mobilidade urbana sustentável – Enviada em 18 de outubro de 2011

Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília são as três capitais brasileiras com melhores notas no ranking de mobilidade urbana sustentável do Instituto Mobilize Brasil, divulgado no último sábado (15). Das nove capitais pesquisadas, São Paulo e Cuiabá tiveram a pior avaliação. Foram analisados indicadores como quantidade de vias adequadas ao uso de bicicletas, número de mortos em acidentes de trânsito e percentual de ônibus acessíveis aos portadores de deficiência física. Na escala de zero a dez, o Rio de Janeiro recebeu destaque em razão de três fatores: o uso expressivo de transporte coletivo – apenas 13% dos cariocas usam carro ou motocicleta para deslocamentos -, o reduzido número de vítimas fatais em acidentes em comparação à população – 5,4 a cada 100 mil -, e pelos 240 km de ciclovias, número que continua aumentando. Já a capital paranaense apresentou o maior percentual de ônibus adaptados ao transporte de portadores de deficiência física: 90% da frota. Outra vantagem é o menor número de mortos em acidentes de trânsito – 5,2 pessoas a cada grupo de 100 mil. Um ponto negativo é o fato de 25% dos curitibanos utilizarem veículos individuais ou motocicletas para viagens cotidianas. A terceira colocação, de Brasília, é resultado da proporção de quilômetros de ciclovias disponíveis, a maior entre as cidades pesquisadas – 42 km para um sistema viário de aproximadamente 1.600 km. Mais um item positivo é a elevada renda média dos moradores da capital federal, o que lhes dá a oportunidade de adquirir mais viagens de ônibus ou metrô. Como pontos negativos, o estudo listou o trânsito violento e o baixo número de ônibus adaptados. Por sua vez, São Paulo teve a pior nota por causa da forte presença do automóvel no cotidiano dos paulistas, aproximadamente 30% usa o transporte individual, além do alto valor da tarifa de ônibus na cidade. Mais um ponto negativo foi o espaço para ciclovias: apenas 35,7 km para mais de 17 mil km de ruas. A capital paulista também registrou o segundo pior índice de mortes por acidentes de trânsito, ficou à frente apenas de Brasília. Inicialmente, a proposta era avaliar 13 capitais – Fortaleza, Goiânia, Manaus e Recife estavam na lista -, mas a ausência de dados resultou na exclusão dessas cidades do estudo, em 2011. Mobilidade Urbana Sustentável Elaborado pelos jornalistas do Mobilize Brasil, o estudo foi feito com base em dados de órgãos governamentais, institutos de pesquisa, universidade e entidades independentes. Segundo o Instituto, mobilidade urbana sustentável é a integração inteligente entre vários modais de transporte, com a maior eficiência e conforto possível aos passageiros e com o menor impacto ambiental possível. Fonte: CNT, Por Rosalvo Júnior

Foto: Maurílio Cheli

SE QUERES MEL, SUPORTA AS ABELHAS (ou… “O sumiço da bike Kona”)

Achei interessante dar este primeiro título ao post que vai contar o maior infortúnio da recente viagem à Europa, talvez uma das maiores decepções da minha “life”. Li isto descendo uma escada rolante num metrô em Lisboa e caiu como uma luva. Na vida,, quando a gente só pensa no lado doce, vem alguma coisa – do nada – e te ferra!

Foi justamente o que aconteceu comigo a 2/3 do Caminho de Santiago, na cidade de Leon (Espanha), em frente à entrada do albergue de peregrinos da cidade, no dia 20/09/11, às 17:25h. Em cinco minutos tudo mudou, o sonho se desvaneceu, os planos tiveram que mudar, é como um terremoto, de repente o chão treme e a casa cai.

COMO ACONTECEU

Nós – eu e o Francesc, outro ciclista que me acompanhava desde Burgos – tínhamos acabado de chegar a León, cidade a cerca de 300 quilômetros de Santiago de Compostela (outros 330 de Madrid, a capital), pouco antes de cinco da tarde do dia 20 de setembro.

Leon, Espanha ( A = Leon, B = Santiago de Compostela )

Procuramos onde ficar e ele sugeriu o Albergue de Peregrinos municipal. Depois de nos informarmos que ficava próximo à “Plaza de Toros” e ao lado da Guarda de Polícia Civil, rumamos para lá. Chegamos rápido. Veja o mapa da situação abaixo.

Entrei primeiro no prédio e deixei o Francesc olhando as bicis. Perguntei a um senhor que trabalhava logo em uma sala na entrada e ele me informou que a recepção do albergue ficava no segundo andar. Subi até lá e procurei saber se haviam vagas disponíveis. A senhora que me recebeu disse que sim e que trouxéssemos as credenciais para fazer a ficha. Desci rápido e falei com o Francesc que poderiamos ficar por ali. A estrutura do albergue me pareceu adequada, entre as melhores do que já tínhamos estado.

Então iniciamos o processo de amarrar as bikes com os cadeados numa estrutura de ferro que ficava bem em frente à entrada mas em lugar afastado da rua e cercado por mais 2 portões (veja mapa esquemático), porém abertos àquela hora (fecham às 8 da noite).

León, albergue municipal de peregrinos, vista aérea

Reparem na imagem acima, que a linha vermelha após a entrada representa um segundo portão para demarcação do local do albergue. As bikes foram estacionadas no local demarcado em verde. Notei que havia uma câmera de vigilância apontando para o local (um pouco mais para o portão). Dei um bom nó no cadeado, 2 voltas pela estrutura e a roda dianteira e subimos. Mas ainda deixamos os alforges presos nas bicis, porque não se soltavam tão facilmente em função da amarração auxiliar feita pelos extensores.

Daí subimos os 2 para preencher a ficha de hospedagem, como habitualmente era feito em todos os outros locais de hospedagem pelo qual havia passado nos últimos 9 dias. Só que quando a senhora me solicitou o número do passaporte me dei conta que o havia deixado em um dos alforges. (Por quê? Normalmente ele se encontrava na mochila presa às costas, mas justo naquela tarde em que eu carreguei um pouco mais de comida e estava quente, fiquei com receio de que, esquentando “melasse” alguma coisa – tinha coisas pastosas… – e aí manchasse o passaporte. Infeliz excesso de zelo… pra quê? Cinco minutos depois descendo as casas, paro em frente à porta do albergue e olho para o local onde as bikes estavam “parcadas”. E, CADÊ A MINHA???!!!!

Sumiu.

“DEPOIS DO BOMBARDEIO”

Bem, quando as minhas “torres gêmeas” vieram ao chão – um 11 de setembro, 9 dias atrasado – vc começa a pensar aquelas coisas de todo mundo que já teve um carro roubado (que é mais comum…) sabe como é. “- Não, “péra aí”!!! Eu parei bem aqui. Q q houve???” Olha pro lado, vai de um pra outro… não acredita no que viu. Ainda corri na rua pra ver se percebia algo. ZERO. Zerinho. Aí se dá conta que foi vítima de um furto muito bem praticado. E a tua bici já era.

Esquina em frente à entrada do albergue mostrando a câmera de vídeo da segurança pública.

Subi e falei: “- Cara, minha bike não tá lá. Sumiu!!!” O Francesc desce, confere, fica sem ação. Ainda pergunta: Por que não a minha? Eu retruco: porque o cara q roubou sabe q a minha é melhor (de fato, era BEM melhor). Ele ainda tinha sugerido momentos antes de subirmos que na volta quando retirássemos as alforjas grudaríamos uma bici na outra para atrelarmos em dobro usando os cadeados – como tínhamos feito uma vez em outro local um pouco mais exposto.

Eu peço para ver as imagens do circuito de segurança. Vem o outro funcionário que trabalhava no primeiro andar do prédio e faz o acesso após alguns minutos de procura. Quando foca após às 17:20h, nossa entrada, vamos observando as sequências gravadas. Cerca de 2 minutos após entra um sujeito pelo segundo portão – parece garotão de não mais que 20 anos. A câmera infelizmente não foca para o ponto onde as bicis foram amarradas. Em 2 minutos a seguir ele sai com a bici a seu lado. Quase por 1 minuto eu não pego o cara no flagra. PQP! Muita falta de sorte??? Destino? Ou será q poderia ter sido pior? (Sempre existe aquela máxima de que nada é tão ruim que não possa piorar… Murphy’s Law)

Como se diz por aí: “- Perdeu, playoy!” Agora a Kona já não está mais em minha posse. E com ela foram juntos as alforjas e diversas coisas importantes que eu adquiri e levava para a cicloviagem. Um “preju” violento. Mas acho que o maior prejuízo ainda não é esse, que de certa forma pode até ser “recuperável” (é? $$$$$)

O pior é o prejuízo = desgaste físico e emocional. Algo sem limites. Um misto de sentimentos de decepção, fraqueza, indignação, tristeza, surpresa, revolta, estresse, agitação, raiva, impotência, confusão mental, perplexidade… Cara… é tanta coisa junto em pouco tempo!!!

Vc espera vários anos pra fazer uma viagem bacana, um Caminho que todo mundo fala que é tranquilo, que vc vai reciclar suas energias e toma uma “porrada” dessas no meio da cara, assim do nada, quando menos espera. Olha, se eu tinha que pagar os meus pecados, testar a minha fé, arrisco dizer que tá bem pago. Tô no lucro, até! Só saindo de uma dessas com um pouco de bom humor que é pra não pirar de vez.

Bem, daí pra frente acho q não interessa muito expor mais este vexame, as providências iniciais foram tomadas. Procurei a Polícia Local, registrei o B.O. que para eles na Espanha significa um documento de “Denúncia”. O Francesc foi comigo, serviu como testemunha. Ele continuou sua jornada para Santiago e eu retornei para Madrid para pegar minha autorização de retorno ao Brasil, documento oficial emitido pelo Consulado brasileiro que substituiu temporariamente o passaporte para vc não ficar ilegal no estrangeiro. Agora aqui no Brasil vamos repensar os fatos e ver o que ainda pode ser feito.

OS ERROS

Li em algum lugar (http://pensador.uol.com.br/autor/madre_tereza_de_calcuta/) o que Madre Teresa de Calcutá disse:

“A coisa mais  fácil?……Equivocar-se.”

E não foi mesmo? Pra mim estes foram os erros importantes cometidos para que a bike Kona sumisse aquele dia em Leon:

- Subestimar a segurança do local:
não é porque não estava direto na rua, depois de 2 portões e com uma câmera de vídeo por perto que não pode ter algum ladrão mais esperto que a roubasse (e ainda por cima do lado de um escritório da Guarda Civil). O cara provavelmente já estava à espreita de peregrinos e conhecia a maneira de entrar e sair dali sem ser notado.

- Subestimar a segurança da própria bike (o GRANDE erro)
uma vez em uma palestra do TA (Transporte Ativo) lembro do que o Zé Lobo disse: “- a segurança da sua bici deve equivaler a 10% do valor dela”. No caso em questão ela não chegava a 5%. E essas trancas compradas prontas não são boas o bastante. O ideal é ter uma boa corrente e um bom cadeado. E sempre mais de um sistema. De preferência um deles complexo que não seja fácil desmontar ou cortar.

Vou deixar como exemplo um que conheci na bike de um holandês que cruzei em Burgos. É um sistema diferente, nunca tinha visto no BR. O dele era ABUS (alemão) mas encontrei outra marca conceituada (AXA): Seguem os links para quem tiver curiosidade:

http://www.abus.de/us/main.asp?ScreenLang=us&select=0104b04&artikel=4003318375552

http://www.amazon.com/Abus-Locks-495-Frame-Lock/dp/B001BAJA4A

http://www.amazon.com/Defender-RL-Bicycle-Frame-Lock/dp/B004AQNM78

A vantagem seria que, se a galera daqui pouco conhece, dificulta bem mais o “larápio”. Não sabe a “manha” de abrir. Mas este tem que estar combinado com outro sistema de corrente para passar em torno do quadro e do “poste” ou estrutura fixa no chão.

- Excesso de autoconfiança / descuido

Houve um momento pouco antes pedalando, já próximo de Leon, que pensei cá comigo: “- Este Caminho de Santiago agora virou uma questão matemática, em 4 dias eu completo na boa, tá tranquilo…” Eu já tinha “baixado a guarda” em todos os sentidos, não via dificuldades, achava os locais bem seguros em relação ao BR, o meu lado de “advogado do diabo” tinha virado as costas.

Jamais confiem na própria sorte. A vida não é matemática – é estatística, feita pelo cálculo das probabilidades. Tudo tem risco, nem que seja 0,0001%. (Eu então é que nunca esquecer disso.) Mas o ser humano falha, o erro é inerente a natureza humana. [ "Errare humanum est" ] Foi nessa que dancei. Não foi totalmente culpa minha…  era difícil de acontecer. Mas não IMPROVÁVEL.

Fica o recado, o Caminho de Santiago tem perigos, sim. A própria funcionária da Comissaria local me relatou quando perguntei se os roubos eram ocasionais. Ela disse que nem tanto. Toda semana chegava alguma denúncia relacionada a turistas (eles só não divulgam “pra geral”). ABRAM O OLHO!!!

CONCLUSÃO

Agora “Inês é morta”. Eu me arrasei, perdi o encanto com o cicloturismo, em andar de bike, em ter um produto de qualidade. Vou levar muito tempo para superar esse trauma. As coisas têm que ser repensadas.

Só me expus e passei por mais esta “via crucis” de relembrar o que se passou para não deixar “morrer comigo”, quem sabe alertar outros peregrinos, cicloturistas por aí que não caiam na mesma situação. Foi só isso mesmo, porque, de resto, prefiro mudar de assunto, ok, galera?

Um abraço.

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Ubi mel, ibi apis.
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Europa 2011 – balanço da viagem

Bom, depois daquele dia em Agés as coisas se tornaram meio corridas… e aí então depois de Leon é que eu perdi o pique mesmo, naturalmente. Então, vamos direto ao “resumo da ópera”. Escrevi as linhas deste post enquanto estava no vôo de retorno ao BR. Abç!

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Fim da viagem, sobre o mar a caminho de Sampa. (me desculpem os acentos mas aqui no Smartphone eh mais chatinho de usa-los… Parece q isso foi feito pra ingles!)

 

 

Balanco da viagem em alguns topicos:
(depois em outros ‘posts’ eu vou detalhando a maioria deles – i.e. SE tiver tempo e disposicao)

* positivo = 66%
* mas nao foi a viagem dos sonhos – melhor assim pq fica o gostinho de planejar outra com + experiencia e superar esta
* soh nao sei qdo… = vai DEMORAR :-\
* comi mt bem – Europa trata bem os vegetarianos
* as coisas funcionam bem demais para os nossos [BR] padroes – principalmente transp. publico e comunicacoes de um mundo geral
* mas violencia tem em qq lugar – o roubo nao foi um fato isolado – e aumenta consideravelmente na Europa (vi nos noticiarios)
* o turista eh sempre um alvo + facil pq nao percebe melhor os pontos vulneraveis, ou seja, no BR estamos mais a salvo apesar de td
* fazer cicloturismo de mts dias eh complexo, sem estritura de apoio. E nao levem coisas caras = fica +++ visado :-X
* soh reserve com antecedencia aquilo q tiver mt certeza ou conhecimento previo
* tablet mais atrapalha do q ajuda = prefira smartphones
* ter 3g eh mt importante = nao eh todo lugar q se acha wi-fi de graca (mas se consumir eh + facil)
* trem eh boa opcao de deslocamento mas os autobuses/autocarros sao inferiores aos do BR
* leve o minimo do minimo necessario indispensavel = acredite! Vc sobreviverah…
* dinheiro vivo nem tanto – tem Multibanco/Telebanco pra todo lado, 24h, interior…
* saber o idioma ajuda demais = nao vah sem ele!
* Portugal x Espanha x Franca:
- PT eh a cara do BR recebe a gente mt bem nao sao desconfiados tem comida quase igual tv parecida eh uma extensao interessante mas com um nivel.maior de cidadania
- ES eh bem diferente do BR sao + fechados outra comida (mas de mt qualidade) nao falam mt ingles (em rel a PT). Soh q tem um nivel de organizacao e cidadania elevado. Mt limpeza tbem
- FR vou falar soh dos Pirineus onde estive 3 dias. Nao falam ingles sao secos mas te tratam mt bem. O interior eh lindo. Comida tipica mas os paes e doces gostei mt.

* Caminho de Santiago:
Vale pelo contato com as pessoas de toda pte do mdo. Mas a paisagem, os trechos nao me encantaram mt em relacao a outros no BR.
A dificuldade eh minima pra alguem acostumado a pedalar ou caminhar no BR. A infra de turismo eh q temos de aprender c eles. Vendem mt bem a “imagem” do caminho.
* Lourdes x Santiago x Fatima
L – soh italiano e mt idoso
S – soh peregrino de tds as partes do mdo
F – portugs espanhs brasileiros (em grupos)

* Madrid x Porto x Lisboa = 8 x 10 x 9
(dp explico as notas….)

* No interior o q vlw a pena: regiao dos Pirineos, Burgos, Evora

* Preco das coisas – comida barata em rel BR, hospedagem compativel BR, lazer mais caro, transp igual mas com maior eficiencia

* Compras: em shoppings deve ficar mais caro, mas eh dificil encontrar as ruas de comercio mais popular sem ter indicacao previa. Descobri algumas. Eletronicos e informatica nao vi vantagem nenhuma em relacao a S.Paulo. Foto e video, game consoles, ateh q sim. Roupas, se quiser de grife, vai pagar caro = designers italianos e franceses; mas encontrarás aos montes.

* Bici: tava perfeita ateh ter sido roubada ajustadinha nao deu um problema pedalei mt facil..
* O grande ERRO: subvalorar a seguranca da bike = deve equiv a 10% do valor. (Ze Lobo jah dizia isso) Gde chance de ainda estar com ela.
* Turismo sem bici eh + comodo de fazer
* Respeito ao ciclista eh mt grande na Europa. Vl a pena usa-la! Vi gente de todo o tipo na magrela ou seja: eh um meio de transp como os demais
* Pergunta: os brasileiros estarao preps para isso??? Dq a qtas geracoes.
* Uma aula de historia e cidadania – eh o q falta na educacao do nosso povo
* Infelizmente sao poucos os.q poderao ter esse contato direto pq eh caro (e o sonho da Disney e das compras baratas compete de maneira desigual; nada contra viu gente…?)
* Na Europa se viaja pra kct!!!! Vi as ruas pracas metros cheias de turistas malas mochileiros
* Alias todas as cidades respiram mt VIDA – vc nao ve vagabundo sentado nas pracas ou andando no Centro
* Tem + gente de bem circulando nas ruas sentados nos cafes nas calcadas do q nos shoppings (alguma semelhanca com S.Paulo??? ;-)

* Encontrei brasileiros a dar com o pau. No Caminho, em Lisboa, em Madrid, todo dia uns 2 ou 3 na média. Voos da Iberia lotados.
* Cansei de comer pera uva e nectarina e senti falta de banana papaya e manga (caros e com gosto estranho…)
* Pao bom mesmo eh na FR. O espanhol eh 1/2 duro :-|
* Toma-se mt vinho mas o campeao sem duvida eh o do Porto

* Clima: tava excelente pra mim, fazia 30 graus em media, dias de muito sol. Soh peguei um pouco de frio um dia na regiao de Burgos. Outono q eles mesmo diziam parecia **Verao**. Nao choveu um dia sequer. Uma epoca otima pra viajar.
* Curioso q a sensacao termica parece uns 5 graus a menos q a nossa. E os dias tem um periodo de nascer/por do sol de 2 horas adiantadas em relacao ao que estamos acostumados no Sudeste do BR.

* Melhor momento = o passeio no Rio Douro [barco], Porto.
* Pior momento = notar o sumiço da Bike Kona em Leon.
* Saudade de casa: insuperavel. Alegre por estar voltando. Nao viajo mais soh, contudo foi uma gde experiencia de vida me virei bem = “passei na prova”.

Cam.Santiago – dia 6 (Navarrete – Agés)

Bueno… a coisa mais difícil agora é descrever a quantidade de situaçoes pelas quais já passei nesses dias. Por isso, as fotos vao ajudar depois a completar o diario de uma forma mais fidedigna. Mas vou procurar resumir (enquanto o GMail vai subindo as fotos q já andei fazendo pelas trilhas do Caminho de Santiago).

Uma coisa bem interessante foi a parceria com o Francesc, o ciclista espanhol q encontrou comigo no segundo dia e acabamos nos reencontrando no quarto. É uma boa companhia e ajudar a tornar a viagem mais rápida. Há alguns trechos q sao mais solitários e de uma certa maneira o caminho nao é para ser feito de bici. É claro que a pé vc irá aproveitar melhor se o objetivo é ter contato com as pessoas, com as diferentes culturas que estao por aqui. Hj cheguei a encontrar um cara da Etiópia.

Agora estou numa vila bem pequenina mesmo, chamada Agés (pronuncia-se “Árres”), e que está a 20km de uma cidade grande – Burgos. Comemos uma comida muito deliciosa, feita por uma senhora chamada Maria (hay muchas “Marias” por aqui…). Tinha um menu vegetariano para peregrinos (por 10€) super bem preparado. Isso me surpreende no Caminho. A estrutura que está preparada para o turista de todas as partes do mundo. É o que estava comentando com um brasileiro que encontrei neste mesmo restaurante (do outro albergue) – o Brasil é lindo com certeza, tem coisas que aqui nunca poderao ser vistas. Mas a nossa infra para o turismo tá na idade da pedra. Sem comparaçao!…

Bem, o Caminho em si nao foi tao dificil de fazer hoje. Percorremos mais de 60km sem um esforço descomunal. Paramos bastante, visitamos os principais monumentos historicos. Coisas do século XI, XII e daí em diante. Isso nao tem preço. É para nao ser esquecido. O tempo ajudou mais do que no dia anterior. Fez menos sol, só em uma parte do dia estava um pouco quente. Mas foi só umas 2 horinhas.

O objetivo amanha é chegar a Burgos e curtir um pouco as muitas coisas que têm lá para se ver. Passar uns 2 dias. E aproveitar para descansar um pouco as pernas. Outra coisa q tem sido uma experiencia interessante, é a convivencia nos albergues (3 até agora), saber dividir o espaço, respeitar a liberdade do outro.

[... enquanto vou jogando um pouco de conversa fora no blog, vou salvando as fotos...]

As cidades podem ser pequenas, mas tem uma infra-estrutura que em muitas capitais e cidades no BR com mais de 200 mil hab. nao se pensa ainda ter. Bibliotecas publicas super organizadas, espacos publicos (tipo pracas, quadras, campos de esporte), sistemas de transporte publico, ciclovias, recolhimento dos residuos todo separado. É aí que esperamos chegar um dia e, detalhe: tudo somente com a estrutura do estado, o dinheiro dos impostos bem aplicado.

Vou fechar agora. Assim q der +++ novidades. Abraços.

Sergio